Licensa

31/08/2014

Desejos vãos - Florbela Espanca

Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!

Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…Fonte

TEMPO CERTO (Paulo Coelho)

De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo,
dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.


Temos pressa em tudo e aí acontecem
os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca,
por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.


Mas alguém poderia dizer:
Qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.


Quando alguma coisa está para acontecer
ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano
enviarão sinais indicando o caminho certo.


Pode ser a palavra de um amigo,
um texto lido, uma observação qualquer.


Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará
de colocar você no lugar certo,
na hora certa, no momento certo,
diante da situação ou da pessoa certa.


Basta você acreditar que nada acontece por acaso.
Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.


Com certeza alguns desses sinais
já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre
conspira a seu favor quando você possui um
objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento. Fonte

24/08/2014

A PORTA DO LADO - Por Dr. Drauzio Varella

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga  e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro
horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado."

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria. A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!

23/08/2014

20 frases ditas por Gandhi que vão mover seu coração

Mahatma Gandhi inspirou inúmeras gerações, deixando um impacto significativo na vida das pessoas mesmo décadas após sua existência. Abaixo estão algumas palavras sobre coragem, trabalho, não-violência, aprimoramento pessoal e convicção ditas por Gandhi, um homem capaz de tocar o coração de milhares de cidadãos.
1. “O melhor modo de encontrar a si próprio é perder-se à serviço de outros.”
2. “Você pode me acorrentar, pode me torturar, pode inclusive destruir este corpo, mas jamais aprisionará minha mente.”
3. “Seja a mudança que você gostaria de ver no mundo.”
4. “A diferença entre o que nós fazemos e do que somos capazes de fazer seria suficiente para resolver a maioria dos problemas deste mundo.”
5. “Uma pitada de prática vale mais do que toneladas de pregações.”
6. “Nós podemos jamais ter força suficiente para ser completamente não-violentos nos pensamentos, palavras e atos. Porém precisamos manter a não-violência como nosso objetivo e progredir fortemente em direção a este objetivo.”
7. “A força não provém da capacidade física. Vem de um desejo indomável.”
8. “Um ‘Não’ advindo da mais forte convicção é melhor do que um ‘Sim’ apenas dito para agradar, ou pior, para evitar confusão.”
9. “Felicidade é quando o que se fala, o que pensa e o que se faz estão em plena harmonia.”
10. “Primeiro eles lhe ignoram, depois lhe ridicularizam, depois lutam com você, e então você vence.”
11. “Olho por olho somente tornará o mundo inteiro cego.”
12. “Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver eternamente.”
13. “Você pode nunca saber quais resultados virão de suas ações, mas se você não tomar uma atitude, nenhum resultado virá.”
14. “Se acredito que posso fazê-lo, provavelmente adquirirei a capacidade para isso, mesmo não a tendo no começo.”
15. “A liberdade não vale a pena se não inclui a liberdade de se cometer erros.”
16. “Há inúmeras causas as quais estou disposto a morrer, mas nenhuma a qual estou disposto a matar.”
17. “A prece não é um pedido, é um anseio da alma. É admitir diariamente as suas fraquezas. É melhor possuir um coração sem palavras em meio à prece, do que palavras sem coração.”
18. “A não-violência é a maior força disponível da humanidade. É mais poderosa do que a arma mais poderosa de destruição já criada pela ingenuidade do homem.”
19. “Não precisamos converter uns aos outros por meio de nossos discursos ou pelas nossas palavras. Só podemos fazê-lo com nossas próprias vidas. Que nossas vidas sejam um livro aberto para que os outros possam estudá-lo.”
20. “A não-violência é a arma dos fortes.” Fonte

22/08/2014

Eu Voltarei - Por Cora Coralina

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho,
servidor do próximo,
honesto e simples, de pensamentos limpos.

Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.

Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.

Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.

E eu morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei...
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.

Eu voltarei...

Mudanças necessárias na educação, hoje - Por Edgar Moran

O desafio fundamental da escola, para acompanhar as mudanças do mundo, é evoluir para ser mais relevante e conseguir que todos aprendam de forma competente a conhecer, a construir seus projetos de vida e a conviver com os demais. Os processos de organizar o currículo, as metodologias, os tempos e os espaços precisam ser revistos. Isso é complexo, necessário e um pouco assustador, porque não temos modelos prévios bem sucedidos para aprender de forma flexível numa sociedade altamente conectada. 
Em educação – em um período de tantas mudanças e incertezas - não devemos ser xiitas e defender um único modelo, proposta, caminho. Trabalhar com modelos flexíveis com desafios, com projetos reais, com jogos e com informação contextualizada, equilibrando colaboração com a personalização é o caminho mais significativo hoje, mas pode ser planejado e desenvolvido de várias formas e em contextos diferentes. Podemos ensinar por problemas e projetos num modelo disciplinar e em modelos sem disciplinas; com modelos mais abertos - de construção mais participativa e processual - e com modelos mais roteirizados, preparados previamente, mas executados com flexibilidade e forte ênfase no acompanhamento do ritmo de cada aluno e do seu envolvimento também em atividades em grupo.
Os avanços tecnológicos trazem para a escola a possibilidade de integrar os valores fundamentais, a visão de cidadão e mundo que queremos construir, as metodologias mais ativas, centradas no aluno com a flexibilidade, mobilidade e ubiquidade do digital. Um dos modelos mais interessantes de ensinar hoje é o de concentrar no ambiente virtual o que é informação básica e deixar para a sala de aula as atividades mais criativas e supervisionadas. É o que se chama de aula invertida. A combinação de aprendizagem por desafios, problemas reais, jogos, com a aula invertida é muito importante para que os alunos aprendam fazendo, aprendam juntos e aprendam, também, no seu próprio ritmo. Os jogos e as aulas roteirizadas com a linguagem de jogos cada vez estão mais presentes no cotidiano escolar. Para gerações acostumadas a jogar, a de desafios, recompensas, de competição e cooperação é atraente e fácil de perceber.
As competências digitais são importantes para pesquisar, ensinar, aprender, ser conhecido, realizar atividades de múltiplas formas, compartilhar aspectos significativos da vida. As tecnologias nos libertam das tarefas mais penosas – as repetitivas – e nos permitem concentrar-nos nas atividades mais criativas, produtivas e fascinantes (sem descuidar dos muitos problemas concomitantes)
As tecnologias permitem o registro, a visibilização do processo de aprendizagem de cada um e de todos os envolvidos. Mapeia os progressos, aponta as dificuldades, pode prever alguns caminhos para os que têm dificuldades específicas (plataformas adaptativas). Elas facilitam como nunca antes múltiplas formas de comunicação horizontal, em redes, em grupos, individualizada. É fácil o compartilhamento, a coautoria, a publicação, produzir e divulgar narrativas diferentes. A combinação dos ambientes mais formais com os informais (redes sociais, wikis, blogs), feita de forma inteligente e integrada, nos permite conciliar a necessária organização dos processos com a flexibilidade de poder adaptá-los à cada aluno e grupo.
Muitas escolas e professores preferem neste momento manter os modelos de aulas prontas, com roteiros definidos previamente. Dependendo da qualidade desses materiais, das atividades de pesquisa e projetos planejados e da forma de implementá-los (adaptando-os à realidade local e com intensa participação dos alunos) podem ser úteis, se não são executados mecanicamente. Um bom professor pode enriquecer materiais prontos com metodologias ativas: pesquisa, aula invertida, integração sala de aula e atividades online, projetos integradores e jogos. De qualquer forma esses modelos precisam também evoluir para incorporar propostas mais centradas no aluno, na colaboração e personalização.
Estamos sendo pressionados para mudar sem muito tempo para testar. Por isso é importante que cada escola defina um plano estratégico de como fará estas mudanças. Pode ser de forma mais pontual inicialmente, apoiando professores, gestores e alunos – alunos também e alguns pais – que estão mais motivados e tem experiências em integrar o presencial e o virtual. Podemos aprender com os que estão mais avançados e compartilhar esses projetos, atividades, soluções. Depois precisamos pensar mais estruturalmente para mudanças no médio prazo. Capacitar coordenadores, professores e alunos para trabalhar mais com metodologias ativas, com currículos mais flexíveis, com inversão de processos (primeiro atividades online e depois, atividades em sala de aula). Podemos realizar mudanças incrementais, aos poucos ou, quando possível, mudanças mais profundas, disruptivas, que quebrem os modelos estabelecidos. Ainda estamos avançando muito pouco em relação ao que precisamos.
Hoje quem quer aprender, tem oportunidades fantásticas de fazê-lo em qualquer área, em qualquer língua, muitas vezes gratuitamente, independentemente de onde more. Só precisa querer, estar conectado (um problema ainda), ter método e perseverar sempre. Aprender tem um componente lúdico, prazeroso, mas também exige esforço, método, continuidade. Muitos desistem de aprender antes de ter a rica experiência de gostar, de encontrar sentido em evoluir e em realizar-se cada vez mais. As condições objetivas de tantos brasileiros também dificultam esse avanço - miséria, desenvolvimento precário das competências básicas cognitivas, sócio-emocionais e digitais - e os marginalizam de tantas possibilidades existentes .
É complexo melhorar a qualidade do sistema escolar, como um todo, num tempo curto. Faltam muitas condições estruturais – carreira, formação, valorização de gestores e professores. Precisamos de políticas consistentes para atrair os melhores professores e gestores; remunerá-los bem e qualificá-los melhor; de políticas inovadoras de gestão na educação, de currículos, metodologias e desenhos de escolas mais inovadores. Precisamos também de investimentos em infraestrutura melhores, espaços confortáveis, banda larga, tecnologias móveis, materiais atraentes e uma política de recursos gratuitos abertos.
Se demorarmos a fazer essas mudanças estruturais de forma séria, planejada e avaliada, ficaremos para trás no médio prazo e teremos dificuldade em preparar as novas gerações para um mundo muito diferente que já está aí. As escolas que não fizerem mudanças importantes nos seus currículos, metodologias e tecnologias digitais, também começarão pouco a pouco a perder alunos, a serem vistas como pouco relevantes.
Quanto mais avançadas tecnologias temos, aumenta a importância dos profissionais competentes, confiáveis, humanos e criativos. A educação é um processo de interação humana complexa e profunda, com diferentes formas de integração entre o presencial e o online. Ensinamos e aprendemos mais e melhor – em qualquer modalidade - quando o fazemos num clima de confiança, de incentivo, de apoio, dentro de limites claros e negociados. Para isso precisamos de pessoas curiosas, motivadas, afetivas e éticas, que gostem de aprender e de praticar o que aprendem; suficientemente evoluídas para transmitir confiança, acolhimento e competência com sua presença, falas, gestos e ações no contato presencial e online.

Texto revisto e ampliado de Ensino e Aprendizagem Inovadores com apoio de tecnologias, in Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, Campinas: Papirus, 21ª Ed. 2014; p. 21-29.

19/08/2014

O rei que queria alcançar a lua - Por Heloisa Prieto

Era uma vez um rei muito mimado e teimoso. Todo mundo tinha que fazer exatamente o que ele desejava.
Certa noite ele olhou pela janela e cismou que queria tocar a Lua. Simplesmente não se conformava com o fato de que a Lua fica tão longe de todos nós, até mesmo dos reis.
Mandou construir uma torre altíssima, que chegasse até o céu. Pensava que subindo no topo da torre alcançaria a Lua. Mandou chamar vários construtores e todos lhe diziam a mesma coisa:
— Majestade! É impossível fazer uma torre dessa altura.
E o rei gritava:
— Impossível ‚ uma palavra proibida neste reino. Eu quero a torre e ponto final!
Até que um carpinteiro lhe falou:
— Majestade, se empilharmos mil móveis, acho que alcançaremos o céu!
O rei gostou tanto da ideia que obrigou todos os súditos a amontoar seus móveis. E pobre de quem se recusasse: era levado direto para a prisão!
Naturalmente, quando todos os móveis do reino foram empilhados, o rei descobriu que eles não conseguiam atingir o céu. Então, mandou cortar todas as árvores do reino para fabricar mais móveis e colocá-los na pilha. Quando os carpinteiros que ele contratara acabaram seu trabalho, o rei teimoso sorriu, satisfeito. Sua torre de móveis alcançava as nuvens. Rindo, gritando, ele correu e começou a escalar a pilha até chegar ao topo. E, quando percebeu que nem assim era capaz de tocar a Lua, gritou furioso:
— Quero mais móveis!
E um carpinteiro lhe respondeu:
— Impossível, não há mais madeira!
E o rei ordenou:
— Tire o móvel que está na base da pilha e traga-o para o topo, porque a palavra impossível é proibida no meu reino.
O carpinteiro obedeceu e o que aconteceu já se sabe:a pilha desmoronou e o rei despencou lá de cima. E foi assim que terminou a história do rei teimoso.

RECOMEÇAR - Por Carlos Drummond de Andrade

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.

14/08/2014

Estamos obcecados com "o melhor" - Por Leila Ferreira

Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor DIETA, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. 
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
"Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos."

13/08/2014

Campanha de Valorização dos Professores

A Campanha de Valorização do Professor presta uma homenagem direta a todos os professores comprometidos com a boa educação. A campanha promove o encontro e o diálogo entre professores experientes e novatos em diferentes países da América Latina, para ressaltar o papel essencial da educação e do magistério. A série é uma iniciativa idealizada pelo Canal Futura, coordenada pela TAL em coprodução com TV Canal U, TVUFG e TV Escola.

10/08/2014

Cuida do mais importante

Certa vez um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para usar na jornada.
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! - disse o soberano ao se despedir.
Assim, o jovem preparou-se, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E nem sequer pensava em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz. Para cumprir, porém, rapidamente sua tarefa, ele por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim exigia o máximo do animal. Quando parava numa estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tão pouco se preocupava em dar-lhe de beber ou lhe providenciar alguma ração.
- Assim, meu jovem acabarás perdendo o animal - disse alguém.
- Não me importo. - respondeu ele. - Tenho dinheiro.Se este morrer, compro outro. Não fará nenhuma falta!
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportou mais os maus tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente seguiu o caminho a pé.
Acontece que nessa parte do país, havia poucas fazendas e estas eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal.
Estava exausto e sedento. Já tinha deixado pelo caminho toda a bagagem, com exceção das pedras, pois se lembrava da recomendação do rei: "CUIDE DO MAIS IMPORTANTE!"
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas frequentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde caiu exausto ao lado da estrada, onde ficou desacordado.
Uma caravana de mercadores, que seguia viagem para o seu reino o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos percebeu que estava de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
- Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuidar do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti, não perdi nenhuma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu demonstrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: "Ao meu irmão, rei da terra do norte. O jovem que te envio é candidato a casar-se com a minha filha. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifique o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se, porem, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido, nem rei, pois terá os olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem". Fonte

02/08/2014

POESIA NA SALA DE AULA - Por Sílvia C. M.Trevisani

A poesia é muito mais que um texto, é a arte de brincar com as palavras. Sensibiliza e precisa ser cultivada. Acredita-se que a leitura do gênero poético seja o caminho para um futuro melhor, pois, além de despertar a imaginação e a fantasia da criança, o incentivo à leitura resulta no melhor aproveitamento da criatividade e inspira a busca pela identidade.
O contato com o livro de poesias desperta os sentidos e provoca a expressão corporal, musical e artística. Para que isso se torne possível, o professor precisa definir para si o que é a poesia, para logo passar esse mundo lúdico para o aluno. 
A prática da leitura de poesia está esquecida na maioria das escolas e, se o professor não tiver o hábito de ler poemas e não criar possibilidades de criação e interação, dificilmente conseguirá despertar esse interesse em seus alunos e muito menos mostrar a importância que ela tem para o desenvolvimento da sensibilidade e do emocional do ser humano. 
A leitura e os trabalhos de poesias se fazem necessários para investigar as dificuldades dos alunos em interpretar e compreender o que o poeta transmitiu em versos. E isso não é só pela falta do conhecimento, mas pelo pouco contato que eles têm com ela.
É preciso aproximar e envolver a criança com a poesia para evitar as várias afirmações de que é de difícil interpretação; apenas requer mais cuidado e atenção para que ocorra um entendimento da mesma. O ensino da interpretação compreende o desenvolvimento de considerar conhecimentos dos vários sentidos que um texto poético proporciona. O contato constante com esses textos é uma forma para melhorar a aprendizagem, que engloba desde a pronúncia das palavras, o conhecimento de vocabulários chegando até na habilidade do uso da língua. 
O conhecimento que se refere às noções e conceitos sobre o texto, e, por último, o conhecimento de mundo, que é adquirido naturalmente através das experiências, do convívio social, cuja apropriação, no momento oportuno, é também essencial à compreensão de um poema. Se estes conhecimentos não forem respeitados, a compreensão pode ficar prejudicada e de difícil interpretação.
Salienta Silva, que: “[...] o maior desafio dos professores resida na reaproximação do cognitivo com o afetivo. [...] ensinar a ler e, ao mesmo tempo, ensinar a gostar de ler. Amarrar a amalgamar as dimensões afetivas e cognitivas da leitura a partir de uma didática rigorosa e prazerosa, de sedução e encantamento. [...] Fazer que a passagem da ‘desconhecença’ para a ‘sabença’ seja gostosa, envolvente e impactante”. 
É necessário que o professor parta de uma leitura poética do mundo, fazendo da poesia motivo de apreciação lúdica e de motivação para a produção de intertextualidade e da relação existente entre textos diversos, da mesma natureza ou de naturezas diferentes e entre o texto e contexto e de muitas outras formas de criar com seriedade, mas brincando com as palavras.
Segundo Elias J. “[...] poesia é tudo que nos cerca e que nos emociona quando tocamos, ouvimos ou provamos, poesia é a nossa inspiração para viver a vida”. 
De acordo com Bachelard, a poesia requer profundo devaneio e memória: “[...] A criança enxerga grande, a criança enxerga belo. O devaneio voltado para a infância nos restitui a beleza das imagens primeiras”. “[...] A infância vê o mundo ilustrado, o mundo com suas cores primeiras, suas cores verdadeiras.”
Os poetas devem ser capazes de nos convencer de que todos os nossos devaneios de criança merecem ser recordados.
Produzir uma poesia infantil não é uma tarefa simples, o texto precisa ser bem construído, despertar a sensibilidade para conquistar e prender o interesse da criança e, ao mesmo tempo, mostrar a vida de uma forma mais poética, com maior liberdade para construir seu conhecimento.
Todas as estratégias capazes de estimular a sensibilidade são apropriadas, o interessante para isso é que seja frequentemente trabalhada para que ocorra um interesse por ela.
Abrir um livro de poemas e começar a ler de forma prazerosa pode ser uma forma de preparar o trabalho em sala de aula e, com isso, abrir uma porta e um caminho para chegar ao aluno e partilhar com ele da beleza da poesia. 
Silvia Trevisani: professora, psicopedagoga e escritora de Campinas SP.

A escola de pedra - Por Rosi Martendal

Há algum tempo, ouvi uma história relacionada à educação denominada “A escola de vidro”, em que havia uma separação, uma fragmentação entre a vida fora e a vida dentro do vidro/escola. Talvez por preguiça, falta de tempo e de lembrar mesmo de pesquisar, nunca tive o texto nas mãos, porém algumas alunas me contaram várias vezes. Digo isso porque hoje as barreiras de vidro que separavam a escola do mundo real estão aos poucos caindo.
Porém, há algo que vem me preocupando, um aspecto que tenho notado em minha segunda profissão: coordenadora de concursos públicos. Já que tais concursos, em sua grande maioria, ocorrem em escolas das redes estadual ou municipal, posso falar com certeza o que tem sido lugar-comum: a transformação de pátios gramados, hortas, árvores e da própria natureza em cimento. Cimento, sim. Os pátios viraram calçadões de cimento, que, segundo alguns dizem, torna a limpeza mais fácil e o ambiente com aparência mais limpa. 
Nestes tempos em que se discute, reflete e debate o meio ambiente e se criam diversas políticas relacionadas ao tema, como podem os profissionais da educação, seus gestores, a comunidade, as escolas e os órgãos ambientais aceitar tamanha transformação?
Isso já é falado há algum tempo. Existe um conceito que define essa transformação, que os estudiosos chamam de reificação. “Reificar significa, genericamente, converter um conceito ou pessoa em coisa, materializar, também é conhecida como coisificação (BRÜGGER, p.3).”
Pois é, com a reificação do meio ambiente nas escolas, onde ficam os tempos em que se davam aulas embaixo de árvores, nos jardins da escola, nos pátios gramados?
Com tudo isso, muitos que se dizem educadores ainda se perguntam por que há revolta dos alunos em sala, falta de atenção às aulas, por que os alunos não querem mais aprender e se distraem com facilidade. Imagine se existisse um ambiente agradável, e não uma caixa quadrada cheia de carteiras e alunos. Não ficaria mais fácil ser aluno e menos difícil lidar com o processo de ensino-aprendizagem?
Sabe o que parece? Parece que o cimento que vem envolvendo o ambiente escolar também tem envolvido o coração daqueles que lidam com a educação de maneira direta ou indireta.
Nesse sentido, sou uma romântica em relação à educação, tal qual Rubem Alves, acreditando que a escola será um local de ensino e de aprendizagem com gosto, com vontade e com o coração no lugar do cimento que vem tomando conta dela.
Consultora educacional, pedagoga, especialista em didática: fundamentos teóricos da prática pedagógica, e em informática educativa. Está cursando especialização em mídia na educação.