Licensa

30/11/2013

Eu ...

Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia 
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.
Martha Medeiros

CIRQUE DU SOLEIL - Alegria

Holi Festival Of Colours | via Facebook
Alegria
Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um louco a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como uma explosão de júbilo

Alegria
Eu vi uma faísca da vida brilhando
Alegria
Eu ouço um jovem menestrel cantando
Alegria
O grito bonito
Um rugir de sofrimento e de felicidade
Tão extremo... Um amor furioso dentro de mim,
Alegria
Um feliz e mágico sentimento.

Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um palhaço a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

Alegria
Como a luz da vida
Alegria
Como um palhaço que grita
Alegria
De um estupendo grito
De uma tristeza louca,
Serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

De um estupendo grito
De uma tristeza louca
Serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

Tão extremo Um amor furioso em mim
Alegria
Um feliz e mágico sentimentos Fonte
Sinta a música!!!

O laço e o abraço - Por Mario Quintana

Make
"Meu Deus! Como é engraçado.
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não embola.
Vira, revira, circula e pronto, está dado o laço.
É assim que é o abraço (...)
Ah, então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas não pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços.
Então o amor, a amizade são isso.
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."

28/11/2013

A poesia ....

Untitled
❝ Não pretendo que a poesia seja um antídoto para a tecnocracia atual. Mas sim um alívio. Como quem se livra de vez em quando de um sapato apertado e passeia descalço sobre a relva, ficando assim mais próximo da natureza, mais por dentro da vida. Porque as máquinas um dia viram sucata. A poesia, nunca.
Mário Quintana.
❝ Pretendo que a poesia tenha
a virtude de, em meio ao sofrimento
e o desamparo,
acender uma luz qualquer,
uma luz que não nos é dada,
não desce dos céus,
mas que nasce das mãos
e do espírito dos homens 
Ferreira Gullar

27/11/2013

A FESTA DO SILÊNCIO - António Ramos Rosa

Escuto na palavra a festa do silêncio. 
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. 
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. 
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. 
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma. 

Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia, 
o ar prolonga. A brancura é o caminho. 
Surpresa e não surpresa: a simples respiração. 
Relações, variações, nada mais. Nada se cria. 
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça. 

Nada é inacessível no silêncio ou no poema. 
É aqui a abóbada transparente, o vento principia. 
No centro do dia há uma fonte de água clara. 
Se digo árvore a árvore em mim respira. 
Vivo na delícia nua da inocência aberta.
António Ramos Rosa, 
em "Volante Verde"

Não posso adiar o amor - António Ramos Rosa

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, 
em "Viagem Através de uma Nebulosa"
A poesia de António Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924) é exercida dentro das condicionantes que o poeta conscientemente dispõe no seu poema. Pode ser uma palavra, um vocábulo como estaca de uma espécie de tenda transparente, pode ser uma frase que lhe fixa o tema no primeiro verso, ou simplesmente uma combinação de climas, dando ao corpo poético uma uniformidade focal que se alimenta de si mesma. Ramos Rosa tem uma já longa história na poesia portuguesa (e do mundo), pelo que a sua obra foi (felizmente) mudando ao longo do tempo, como que se instalando em instintos diversos, em diferentes lembranças e convenções sociais. Este último aspecto é importante: Ramos Rosa e a sua poesia foram imediatamente transversais ao tempo e a todas as mutações (evoluções ou regressões) nele sofridas. Há, pois, um núcleo de aspectos que se mantiveram mais ou menos presentes em toda a sua obra e que merecem reflexão. É assim quanto à abordagem (recorrente) do vazio e do silêncio. O discurso ramos-rosiano é, neste ponto, dotado de uma linguagem simples, localizado em paisagens em que o tempo abranda e para, como se o hoje pudesse durar uma eternidade; como se o poema, ele mesmo, olhasse incessantemente para uma das suas portas, sabendo que nada nem ninguém poderá ultrapassá-la. (Escuto na palavra a festa do silêncio. / Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. / As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. / Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. / É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma. - do poema A Festa do Silêncio). É neste sentido uma poesia que se fecha nos problemas insolúveis que apresenta, na sobrecarga moral do «eu poético», no espírito das suas considerações lúcidas.
No poeta há um confronto muito vivo entre este silêncio e a Palavra (que poderá aparecer em diversas formulações: sílaba, verso, frase, etc), pese embora estas duas realidades se confundam e apareçam, por esse confronto, algumas vezes misturadas. E é assim porque esta palavra é uma palavra silenciada, é palavra enquanto sujeito e enquanto ator de um papel que deveria ser conferido ao homem por detrás do poeta e que, enquanto recurso estilístico, se substitui a ele, com toda a pujança e efeitos poéticos que daí advêm.
Outra das contraposições latentes é a felicidade e o seu contrário (cabendo também aqui várias formulações). A felicidade, porque é para Ramos Rosa "um ofício", apresenta-se ora como um sonho, ora como um dever. Há nesta poesia como que um espelho falso de um futuro próximo cuja moldura é a consciência, cambiando o seu interior à medida que o poema escorre sobre si mesmo. E escorre sobre si mesmo porque se auto-sobrepõe, valendo-se das suas pausas, dos seus intervalos, das suas existências isoladas, para que as palavras, enquanto produto final, se "elegantizem" nos seus significados e adaptações profundas, e homogenizem o sono, leve ou pesado, ativo ou passivo, que o poema traduz. 
O amor, enquanto temática, é tratado como uma dúvida, reforçado que é o papel do tempo e a sua urgência. Há uma espécie de ansiedade e fraqueza que sobe aos contornos mais longínquos do poema. Ainda assim, e ao contrário de muitos poetas que, no seu tempo, fizeram carreira com uma poesia exclusivamente de emoções, Ramos Rosa faz uso de um «cérebro poético», controlador e filtro dessas emoções, expressando os porquês na frieza de um discurso por vezes cortante, dando ao poema o equilíbrio necessário que o faz autêntico.
A sua obra poética é extensa, tendo-se estreado com o livro «O Grito Claro», primeira obra da coleção de poesia «A Palavra» dirigida pelo poeta algarvio e seu amigo de longa data Casimiro de Brito. Nos últimos anos a escrita do autor tornou-se mais centrada na linguagem, fato de que é paradigma o livro "Génese" (Roma Editora). António Ramos Rosa, poeta maior, com a dimensão global que a sua obra atingiu, tem favorecido e contribuído, no panorama nacional, para a afirmação e visibilidade da poesia do Algarve. Fonte

24/11/2013

Educação Infantil em Direitos Humanos

Valéria Pall ORIANI
O objetivo do trabalho foi analisar se as professoras de Educação Infantil abordam as questões dos direitos humanos e da cidadania em suas práticas pedagógicas. Mediante pesquisa bibliográfica e consecutivamente, pesquisa de campo, desenvolvida por meio da observação do cotidiano escolar e aplicação de questionário em duas escolas de Educação Infantil da cidade de Marília/SP, uma instituição pública e outra particular, foi possível identificar, principalmente, que há grande incompreensão por parte dos professores sobre o que são os direitos humanos e, por esse intermédio, quais seriam as situações propícias para problematizá-los no cotidiano escolar.
Educação Infantil em Direitos Humanos
O vídeo traz depoimentos e atividades-piloto desenvolvidas na EMEI Profª Márcia de Almeida Biguetti da Rede Municipal de Ensino de Bauru.
É parte do projeto Cultivando os Direitos Humanos na Educação Básica. Na Educação infantil em Direitos Humanos, a criança é sujeito de direitos e constrói-se humanamente por meio de vivências coletivas e lúdicas de: convivência na diversidade com igualdade, solidariedade e sensibilidade ética em relação ao outro
No horizonte, está uma sociedade com estrutura e cultura igualitárias, pluralistas e humanizadas.

A escola deve dar Educação Moral? Por que? Como?

Facebook

Yves de la Taille e Telma Vinha Os professores recebem formação adequada para lidar com aprendizagem de valores e conflitos no cotidiano da escola? Neste vídeo, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Yves de La Taille e a professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Telma Vinha conversam sobre a importância do estudo e da reflexão sobre o tema para manter o bom clima escolar. A conversa fez parte do Grandes Diálogos, promovido por NOVA ESCOLA, que discutiu indisciplina e educação moral. 
A escola deve dar Educação Moral? Por que? Como? 
O que seria uma boa Educação Moral?
Como descobrí-la?
Veja o arquivo abaixo:

Ser Mãe - Por Mara Chan.

Deixei a natureza transformar-me
Com todas suas leis
Tive o prazer de sentir um bebê no meu ventre
Chorei na maternidade,
Troquei fralda,
Passei noites acordada,
Desfrutei a sensação de amamentar,
Ensinei a comer,
Ensinei a andar,
Chorei no primeiro dia de escolinha
Talvez tenha deixado algumas pessoas de lado,
Talvez não tivesse tempo para dar atenção para as amigas
Pode ser que me relaxei um pouco com minha aparência
Ou quem sabe não tive nem tempo para pensar nisso
Pode ser que deixei alguns projetos pela metade
Ou talvez porque não conciliava com meu horário familiar
Momento algum joguei nada para o alto
Na verdade segurei com as duas mãos
Tudo o que vi cair do céu
Porém permiti
A mão de Deus me tocar
Para ser uma verdadeira mãe

MÃES MÁS - Por Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer vocês saberem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto a vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade por suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo..."
– As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.
Obrigado Pai! Obrigado Mãe!

21/11/2013

Contardo Calligaris, por que não?

Thought and Soul | via Tumblr
Contardo Calligaris, por que não?, é um documentário em vídeo que apresenta o perfil e algumas das principais contribuições do psicanalista italiano Contardo Calligaris para o campo da psicanálise. Discípulo de Lacan e profundo conhecedor das ideias de Freud, Calligaris é considerado um dos psicanalistas mais populares da atualidade no Brasil. Mantém extensa produção acadêmica, clínica, literária e crítica, estando presente em textos de diferentes frentes: livros, peças de teatro e mídia. Os temas psicanálise, mídia, adolescência, felicidade e teatro permeiam a análise do perfil do referido biografrado. Para contar essa trajetória através de um vídeo documentário, foram realizadas entrevistas com amigos, psicanalistas, educadores, jornalistas e com ele próprio que ajudaram a entender melhor a relevância e o trabalho de Contardo Calligaris para a sociedade contemporânea.

20/11/2013

Percepção de solidão - Por Martha Medeiros

Tenho admiração nata por quem segue o c... - ੴ.....•ℒเკ• .... ੴ - Meme
Uma mulher entra no cinema, sozinha. Acomoda-se na última fila. Desliga o celular e espera o início do filme. Enquanto isso, outra mulher entra na mesma sala e se acomoda na quinta fila, sozinha também. O filme começa.
Charada: qual das duas está mais sozinha?
Só uma delas está realmente sozinha: a que não tem um amor, a que não está com a vida preenchida de afetos. Já a outra foi ao cinema sozinha, mas não está só, mesmo numa situação idêntica a da outra mulher. Ela tem uma família, ela tem alguém, ela tem um álibi.
Muitas mulheres já viveram isso - e homens também. Você viaja sozinha, almoça sozinha em restaurantes, mas não se sente só porque é apenas uma contingência do momento - há alguém a sua espera em casa. Esta retaguarda alivia a sensação de solidão. Você está sozinha, não é sozinha.
Então de repente você perde seu amor e sua sensação de solidão muda completamente. Você pode continuar fazendo tudo o que fazia antes - sozinha - mas agora a solidão pesará como nunca pesou. Agora ela não é mais uma opção, é um fardo.
Isso não é nenhuma raridade, acontece às pencas. Nossa percepção de solidão infelizmente ainda depende do nosso status social. Se você tem alguém, você encara a vida sem preconceitos, você expõe-se sem se preocupar com o que pensam os outros, você lida com sua solidão com maturidade e bom humor. No entanto, se você carrega o estigma de solitária, sua solidão triplicará de tamanho, ela não será algo fácil de levar, como uma bolsa. Ela será uma cruz de chumbo. É como se todos pudessem enxergar as ausências que você carrega, como se todos apontassem em sua direção: ela está sozinha no cinema por falta de companhia! Por que ninguém aponta para a outra, que está igualmente sozinha?
Porque ninguém está, de fato, apontando para nenhuma das duas. Quem aponta somos nós mesmos, para nosso próprio umbigo. Somos nós que nos cobramos, somos nós que nos julgamos. Ninguém está sozinho quando curte a própria companhia, porém somos reféns das convenções, e quando estamos sós, nossa solidão parece piscar uma luz vermelha chamando a atenção de todos. Relaxe. A solidão é invisível. Só é percebida por dentro.

19/11/2013

NAQUELA MESA...

Esta sou eu, com aproximadamente 8 anos de idade (tampão no olho, fazendo um tratamento intensivo para melhorar minha acuidade visual em São Paulo) e o meu querido "PAI" que me acompanhava em todas as consultas (...). Passávamos o dia juntos, almoçávamos sempre em um restaurante diferente (para que eu pudesse ampliar meu universo cultural), conversávamos muito (...). Ele foi e sempre será minha maior referência de caráter, índole, princípios, valores, profissionalismo, ética, amorosidade, confiança, paternidade, (...). Essa é com certeza uma das muitas imagens que eu gostaria de eternizar através da arte (...) - ver post "O pintor de lembranças - José Antonio del Cañizo"
Sérgio Freitas Bittencourt (Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 19419 de julho de 1979) foi um compositor e jornalista brasileiro, filho de Jacob do Bandolim
Abalado com a morte de seu pai, compõe a canção Naquela mesa, se tornando grande sucesso na voz de Elizeth Cardoso. Sendo regravada, posteriormente, pelo cantor Nelson Gonçalves e pelo maestro e arranjador francês Paul Mauriat e por outros artistas.
Naquela Mesa
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

18/11/2013

Detritos de plástico viram arte

sadnesssssssssss
Em cerca de um ano um casal salvou mais de 4.000 quilos de plástico a partir da estreita faixa de terra do local onde viviam e transformou todo o material recolhido em objetos de arte. Fonte

Zé Wilker, Zé de Abreu e outros "Josés" recitam Drummond

Divulgação
"Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida"

Em outubro, Drummond completaria 110 anos. Mas para o poeta, crítico e professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP) Alcides Villaça, a efeméride pouco importa. "Cento e dez anos não quer dizer nada diante do legado gigantesco de Drummond", diz Villaça, que fará parte de uma das mesas sobre o poeta. "Sua importância como poeta já ultrapassou os limites nacionais, universalizando-se e consagrando sua poesia como uma das mais expressivas e representativas."
Alcides conta que Drummond era capaz de abrigar diversas facetas. Assim, ele exorcizava a solidão diante dos excessos do mundo e sua desconfiança profunda pelo moderno. "As faces se misturam, compõem uma personalidade complexa e miram-se para um espelho de altas exigências", analisa o crítico. "Esse espelho serve para todos."
Divulgação
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?

Fase social do poeta

Inspirada pelo Brasil da década de 50, que buscava o progresso, pelas consequências da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e pela ditadura militar brasileira (1964-1985), a poesia do escritor de Itabira (MG) oscila entre a roça e o elevador, entre o mítico e o cotidiano, entre o clássico e a experimentação. "A relativização dos valores e dos dogmas, temas principais de quem considera a modernidade, é uma força da obra de Drummond", explica o professor Alcides. "Ele não parecia alimentar qualquer ilusão quanto à evolução humana".

Reservado e desinteressado pela fama, o funcionário público preferia se comunicar com os amigos por carta, como fez durante anos com o escritor paulistano Mário de Andrade. "Ele parecia gostar de gente como gostava do mundo, de preferência mediado por palavras", justifica Alcides. "Exceção feita às moças bonitas, claro."
Casado com Dolores Dutra de Morais por mais de 60 anos, até sua morte em 1987, Drummond manteve um caso com Lygia Fernandes, sua amante por 36 anos. O romance era conhecido por todos, mas nunca foi assumido pelo poeta. Fonte

17/11/2013

Ensinar leitura lendo

É papel da escola – de acordo com a pesquisadora da área da linguagem Magda Soares – democratizar o acesso e ampliar o convívio com múltiplas situações e intenções de leituras. O leitor é diferente a cada prática leitora. São inúmeros os gestos, os modos de ler, sempre atrelados ao objetivo da leitura. Ler silenciosamente, em voz alta, rapidamente, sublinhar o texto, anotar nas bordas das páginas, deter-se às imagens e apelos visuais, ler nas entrelinhas, aprofundar, reler quando surgem dúvidas.
O desafio é materializar – no cenário da sala de aula – a leitura como construção ativa do aluno: interação do leitor com o que diz o autor sobre determinado assunto, tendo o professor como mediador desse processo.
Nesse espaço de diálogo sobre o ensino de língua relembramos uma estratégia de leitura que pode contribuir para o leitor pouco experiente monitorar sua compreensão: a leitura protocolada, também chamada de “pausa protocolada”. O professor, por meio de uma série de perguntas, provoca o estudante a fazer previsões e checá-las; a articular o repertório prévio – aquilo que já sabe – com as informações do texto; a compreender e refletir sobre o que foi lido. Assim, o jovem leitor atento aos recursos empregados, aos modos de dizer próprios de cada autor, aprende a ler as diversas camadas do texto, ampliando a compreensão do sentido.
Os textos enigmáticos, de suspense e os com finais surpreendentes são os mais indicados para essa estratégia, pois aguçam a curiosidade e fisgam o leitor logo nas primeiras linhas da história.
Convidamos você, professor, a viver essa experiência.
■ Preparo da Leitura:
Planeje, com base no conhecimento do ritmo de aprendizagem e do interesse de seus alunos, o número de aulas e os recursos necessários para desenvolver a leitura protocolada. Procure ensaiar o modo de ler com leitura em voz alta, modulação da voz, gestos, expressão facial, interpretação e movimentos, conjunto de ações decisivas na conquista do leitor.
Defina previamente onde serão feitas as pausas, de preferência depois da introdução de algum elemento novo no texto – um lugar, uma personagem, um problema –, ou em trechos que antecedem alguma revelação. No decorrer da leitura, um recurso valioso é o professor ter em mãos o próprio suporte – neste caso, o livro e o dicionário. Exemplares que poderão circular pela sala de aula após a leitura. Explique aos estudantes como será o trabalho, ressaltando a importância dos turnos de fala e escuta para melhor aproveitamento da leitura.

Vamos começar
Provoque o interesse apresentando o título do texto. Você pode escrevê-lo na lousa, em uma tira de papel ou na lâmina de PowerPoint, caso sua escola disponha de Datashow.

■ Pergunte aos alunos:
O que o título do texto sugere?
Lembra alguma imagem?
Qual?
Convida à leitura?
Anote as hipóteses levantadas pela turma. Esquente um pouco mais a conversa lendo a etimologia da palavra catástrofe no dicionário.
Na opinião de vocês, Catástrofe é um bom título?
Para qual gênero de texto?
Onde foi publicado?
Espera-se que os alunos indiquem vários gêneros: crônica, conto, poema, artigo de opinião, editorial, manchete... Boa oportunidade para saber se a turma tem familiaridade com a leitura de diversos gêneros textuais, a finalidade de cada um deles e os suportes em que são veiculados.
Informe o nome do autor do conto: Luiz Junqueira Vilela. Pergunte aos alunos se conhecem o escritor, se já leram algum livro dele?
Conhecer a história de vida, a formação, o trabalho, a obra, o período em que o texto foi escrito traduz a cultura de uma época e ajuda o leitor a compreender o modo de narrar do autor.
Envolva os estudantes no clima da história; informe que o conto “Catástrofe”, de Luiz Junqueira Vilela, foi publicado no livro A cabeça (São Paulo: Cosac & Naify, 2002, pp. 87-92). Aqui, o conto será dividido em seis trechos para o exercício de leitura protocolada. O vídeo abaixo, produzido pela equipe da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, pode ajudar para a realização dessa atividade, a partir da audição de uma leitura dramática do conto Catástrofe. Ao longo do exercício, indicaremos os períodos de tempo do vídeo correspondentes a cada um dos trechos do texto a serem trabalhados.
Esmiuçar a leitura
Leia em voz alta ou ouça o primeiro trecho do conto. No vídeo Catástrofe, entre os períodos 0'00" e 0'37".
■ Pare a leitura e pergunte aos alunos:
Pelo início do diálogo das personagens, como a conversa continuaria?
Dá para imaginar como são as personagens?
Ouça com atenção as antecipações dos alunos. Verifique se alguma previsão se aproximou do texto do autor. Valorize as respostas plausíveis que evidenciem que o ouvinte-leitor está acompanhando a trama.
Retome a leitura ou a audição. Na sequência o segundo trecho do texto. No vídeo Catástrofe, entre os períodos 0'37" e 1'03".
■ Outra parada na leitura e novas perguntas:
Quem são Mimi e Artur?
Como o autor caracteriza essas personagens?
Em que cenário se dá esse diálogo?
Qual é o passeio que os meninos tanto precisam?
Quem se arrisca a dizer?
Registre as projeções a respeito do que pode vir a acontecer. Pergunte aos alunos que caminho foi feito para levantar as hipóteses. Confira a compatibilidade das previsões e dê oportunidade para reformulação das previsões apresentadas.
Continue a leitura ou a audição do texto, destacando o terceiro trecho do conto. No vídeo Catástrofe, entre os períodos 1'03" e 2'14".
■ Mais uma pausa para perguntas:
Neste conto, o que chama a atenção do leitor?
Por que Artur está tenso?
Como é o tom do diálogo entre Mimi e Artur?
O casal está brigando?
Qual o motivo de Mimi sentir dó da Dininha?
Será o número de filhos, os nomes estranhos dos moleques?
À medida que a leitura avança, antes de fazer a suposição, é fundamental retomar as informações contidas no texto para que se possa, neste caso, desvendar o dó que Mimi tem de Dininha.
Depois de acolher e organizar as ideias apresentadas pelos alunos, o professor pode chamar a atenção para a simplicidade, precisão, ironia e humor presentes no diálogo do escritor, antes de prosseguir a leitura ou a audição do que chamamos quarto trecho do conto. No vídeo Catástrofe, entre os períodos 2'14" e 3'10".
■ Mais uma pausa e outras provocações:
O que tanto preocupa Artur?
Por que Artur usa o substantivo “horda” quando se refere à família de Dininha?
Será que a equação está relacionada com a guarda dos valiosos bens do casal?
Que pistas o conto oferece para você descobrir qual é a equação?
Confira se as antecipações apresentadas são compatíveis com o sentido, a progressão do texto, e se os estudantes buscam outros textos para justificar as previsões.
É comum a dispersão da turma em algumas situações de leitura, como em trechos longos, complexos, polêmicos. Se isso ocorrer, retome a leitura prestando atenção aos modos de ler: entonação, velocidade, expressividade, evitando tom único, monótono.
Lembrete: o foco do trabalho é a leitura; portanto, explore bem a compreensão leitora, evitando usar essa atividade como pretexto para uma proposta de escrita.
Dê continuidade à leitura ou à audição, agora do nosso quinto trecho do conto. No vídeo Catástrofe, entre os períodos 3'10" e 3'56".
■ Outra parada e mais perguntas:
Dá para imaginar o Artur menino?
Onde vivia?
O que fazia?
Como o texto se aproxima do final, aproveite as inferências apresentadas para rememorar os diálogos curiosos, buscar indícios que apontem como o autor vai encerrar o conto. Desafie o grupo a prever como terminará o diálogo do casal Artur e Mimi, não esquecendo que o título do texto é Catástrofe.
Recupere com os alunos o conteúdo dos diálogos. Peça-lhes que observem se travam embates, se mostram a realidade, o cotidiano do convívio humano. Em seguida, pergunte quais deles têm mais chance de se aproximar do que foi escrito pelo autor.
Leia ou ouça o trecho final do conto. No vídeo Catástrofe, entre os períodos 3'56" e 4'55".
Ponto, quase final, da leitura
A leitura não se esgota, continua na voz dos estudantes: O que mais chamou a atenção e surpreendeu você na leitura do conto? Concordam ou discordam da posição do autor? Gostaram do desenrolar da trama? Tudo o que devia ser dito no diálogo foi dito? O que têm a dizer sobre o desfecho?
Impressões, críticas, informações, tomada de posição, avaliação da narrativa lida e da estratégia utilizada são bem-vindas.
1. Magda soares. “introdução: ler, verbo transitivo”, in: Aparecida paiva; Aracy Martins; graça paulino, Zélia Versiani (orgs.). Leituras literárias, discursivos transitivos. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
Para ler texto na íntegra - clique aqui

Aventuras de uma caixa de papelão

Resultado do tempo livre ♡
Aventuras de uma caixa de papelão demonstra uma abundância de criatividade. Destacando um garoto e seu brinquedo favorito, uma caixa de papelão, o menino desenvolve formas com a sua imaginação que pode animar até mesmo as coisas mais mundanas. Fonte

16/11/2013

De que Serve a Bondade - Bertolt Brecht

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De que serve a bondade 
Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos 
Aqueles para quem foram bondosos? 

De que serve a liberdade 
Quando os livres têm que viver entre os não-livres? 

De que serve a razão 
Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa? 

Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos 
Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor;
A faça supérflua! 

Em vez de serdes só livres, esforçai-vos 
Por criar uma situação que a todos liberte 
E também o amor da liberdade 
Faça supérfluo! 

Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos 
Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos 
Um mau negócio! 

Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas' 
Tradução de Paulo Quintela

Aos que vierem depois de nós - Bertolt Brecht (Tradução de Manuel Bandeira)

Human Rights Poem (40): Questions From A Worker Who Reads « P.A.P. Blog - Politics, Art and Philosophy
Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar. 

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranquilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.

Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles. 
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra. 

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, Alemanha, em 1898. Em 1917 inicia o curso de medicina em Munique, mas logo é convocado pelo exército, indo trabalhar como enfermeiro em um hospital militar. Aquele que iria se tornar uma das mais importantes figuras do teatro do século XX, começa a escrever seus primeiros poemas e cedo se rebela contra os "falsos padrões" da arte e da vida burguesa, corroídas pela Primeira Guerra. Tal atitude se reflete já na sua primeira peça, o drama expressionista "Baal", de 1918. Colabora com os diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator. Recebe, no fim dos anos 20, instruções marxistas do filósofo Karl Korsch. Em 1928, faz com Kurt Weill a "Ópera dos Três Vinténs". Com a ascensão de Hitler, deixa o país em 1933, e exila-se em países como a Dinamarca e Estados Unidos da América, onde sobrevive à custa de trabalhos para Hollywood. Faz da crítica ao nazismo e à guerra tema de obras como "Mãe coragem e seus filhos" (1939). Vítima da patrulha macartista, parte em 1947 para a Suíça — onde redige o "Pequeno Organon", suma de sua teoria teatral. Volta à Alemanha em 1948, onde funda, no ano seguinte, a companhia Berliner Ensemble. Morre em Berlim, em 1956.
O poema acima foi extraído do caderno "Mais!", jornal Folha de São Paulo - São Paulo (SP), edição de 07/07/2002, tendo sido traduzido pelo grande poeta brasileiro Manuel Bandeira.