Licensa

31/01/2013

O que a comunidade quer saber sobre educação inclusiva?

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1) Aspectos legais da inclusão: 
a) direitos do portador de deficiência; 
b) direitos e deveres do professor e da escola; 
2) papel da inclusão, 
3) formação, capacitação e orientação ao professor, 
4) presença de auxiliares na sala de aula, 
5) informações sobre características da população com deficiência, 
6) inadequação das escolas, 
7) preconceito e estigma 
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A criança, independente de ter alguma deficiência, é um ser passível de aprender coisas. É difícil estabelecer quanto e o que alguém é capaz de aprender, mas todos aprendem (BARROS, 2001). Uma questão importante é com quem se aprende. O professor, sem dúvida alguma, na situação de sala de aula, é a pessoa habilitada a ensinar. Seu papel principal é ensinar as chamadas habilidades acadêmicas. 
Todavia, numa sala de aula, há um contexto de relações humanas onde há a possibilidade de todos aprenderem algo com todos. As pessoas, neste contexto, estão sempre se comportando e, enquanto o comportamento de um reforça o comportamento de outro, o comportamento de um também pode ser modelo para o outro. A sala de aula é um espaço rico de aprendizagem: são muitas pessoas envolvidas com conhecimentos diferentes, histórias de vida diferentes e, com certeza, com muito ainda para aprender. Dessa forma, não é somente o aluno com deficiência que se beneficia, mas todos os alunos, uma vez que em grupo aprendem a trabalhar suas diferenças, conhecendo cada qual as suas limitações e potencialidades (STAINBACK & STAINBACK, 1999).
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Os preconceitos em relação à inclusão poderão ser eliminados ou, pelo menos, reduzidos por meio das ações de sensibilização da sociedade e, em seguida mediante a convivência na diversidade humana dentro das escolas inclusivas, das empresas inclusivas, dos programas de lazer inclusivo. Resultados já existem que comprovem a eficácia da educação inclusiva em melhorar os seguintes aspectos: comportamento da escola, no lar e na comunidade; resultados educacionais senso de cidadania, respeito mútuo, valorização das diferenças individuais e aceitação das contribuições pequenas e grandes de todas as pessoas envolvidas no processo de ensino-aprendizagem, dentro e fora das escolas inclusivas (MANTOAN, 1997; STAINBACK & STAINBACK, 1999; OLIVEIRA e POKER, 2002).
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A questão sobre a punição da escola e ou do professor é tratada claramente na Constituição, no Art. 8º: 
"Constitui crime punível com reclusão de um a quatro anos e multa: Recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos da deficiência que porta".
Referências bibliográficas:
STAINBACK, S.; STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 1999. 
MANTOAN, M.T.E. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para a reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon: 1997. 
OLIVEIRA, A. A. S.; POKER, R. B. Educação inclusiva e municipalização: a experiência em educação especial de Paraguaçu Paulista. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 8, n. 2, p. 233-244, 2002.

28/01/2013

O Hábito da Leitura - Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

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O Hábito da Leitura
Livro: Vida Feliz
Leia uma pequena página, cada dia, na qual encontres alento e inspiração.
Incorpora este dever aos teus hábitos.
Ela te enriquecerá de júbilo, clareando as nuvens que possam envolver-te nas horas seguintes e arrimando-te ao bem-estar, caso suceda alguma surpresa desagradável.
Todas as pessoas necessitam de um bom conselheiro, e, nessa página, que extrairás do Evangelho, terás a diretriz de segurança e a palavra de sabedoria para qualquer ocorrência.
Se os homens reflexionassem um pouco mais antes de agirem, evitariam males incontáveis.
Já que os outros não o fazem, realiza tu.

27/01/2013

PODER DOS SINCEROS - Para refletir ...

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Nossa falta de sinceridade é o que nos mantêm vivos. Se fossemos sinceros ao extremo já teríamos morrido. Não haveria mais primeiras e segundas intenções, gentilezas e certas cerimônias adotadas pelos apaixonados. No emprego seríamos altamente competitivos, nas relações sociais seríamos agressivos e todo mundo passaria a dizer o que realmente está buscando.
Sem contar o prazer de mantermos os dentes na boca e o não ter que trocar o guarda-roupas inteirinho com aqueles looks que você acreditava estar arrasando.
A falta de sinceridade mantêm os casamentos falidos e muita gente feliz nos porta-retratos. A amiga espalhafatosa do lado, os amigo bagunceiro do outro e assim a vida vai seguindo.
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Não teríamos chegado tão longe se tivéssemos sido honestos.
O TEMPO TODO e nem tanta admiração dos amigos se só disséssemos à verdade. O que seria dos hipócritas, dos sínicos, dos pervertidos, dos mentirosos, dos envolventes e dos inesquecíveis que tiveram por uns instantes o nosso coração nas mãos? O que teria sido de nós sem o sonho dos amores imaginários, das princesas sem chulé e dos sapos que enxergávamos príncipes?
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Não os teríamos amado tanto, nem descoberto o amor.
A sua banda favorita, sua música favorita, seu ator favorito. O que teria sido da sua arte se não fosse à ausência da verdade?
Precisamos nos enganar para continuar enganados e acredite, é bem melhor assim.
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Quando dizem que não precisamos emagrecer, que não precisamos trocar o vestido, que não precisamos mexer no cabelo ou que o carro ainda pode rodar mais uns 30 mil quilômetros  acredite, é verdade. A ausência disso o faria meter uma mão no bolso e outra na cabeça, porque além de pobre e falido você estaria louco.
Quando alguém disser a você que está bonito, acredite. É bem melhor assim.
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Acredite também nos sedutores, nos amantes, nos bem intencionados. Eles só fizeram o bem, além de terem nos ensinado a passar a receita adiante.
Nossa falta de sinceridade é o que nos faz feliz e dessa forma vamos construindo uma cabeça equilibrada fingindo para os outros que além de confiáveis, somos normais. Afinal de contas quem duvidaria da nossa insanidade?
Pelo bem da humanidade ninguém nesse mundo é sincero, mas o Prozac é.
Sincero e discreto.
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Precisamos dessas meias verdades para estarmos bem, porque fingimos estarmos bem quando não está tudo bem. Fingimos ser feliz quando na verdade não somos felizes. E acredite, é bem melhor assim.
Infelizes mesmo são os sinceros que apesar de só dizerem à verdade são acusados a todo instante de não saberem amar ninguém. Fonte

26/01/2013

DISCURSO FINAL DO FILME - O GRANDE DITADOR

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O Grande Ditador é um filme estadunidense de 1940, do gênero comédia dramática e sátira crítica, dirigido por Charles Chaplin
Foi lançado em 15 de outubro de 1940 e satiriza o nazismo, o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini. Foi o primeiro filme falado de Chaplin também. 
Na ocasião de seu lançamento, os Estados Unidos ainda não tinham entrado na Segunda Guerra Mundial.
O DISCURSO NO FINAL DO FILME É EMOCIONANTE.
"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos! Fonte

Missão ...

A principal missão do homem, na vida, é dar luz a si mesmo e tornar-se aquilo que ele é potencialmente. Erich Fromm
"Eu acredito que a minha missão seja ajudar. 
Seja oferecer o melhor de mim aos outros. 
Eu aprendi com o passar dos anos que se eu não puder ajudar não devo me envolver. 
Todas as pessoas que entram em nossas vidas entram com um propósito. Ninguém surge na minha vida por acaso. Algumas pessoas ficarão por pouco tempo, essas são aquelas que a missão difere da minha, outras ficarão por um pouco mais de tempo até que o ciclo de aprendizagem se feche, outras no entanto não passarão, estarão sempre por perto pra ajudar e dar um pouco de si enquanto eu lhes ofereço um pouco de mim. Essas pessoas são os anjos incumbidos de me ajudar a cumprir minha missão
A vida é feita de ciclos que precisam ser fechados
Eu deixei alguns ciclos em aberto no passado, mas sei que tudo tem hora certa pra ser esclarecido e que nenhum ciclo ficará em aberto para sempre
Deixei algumas pessoas saírem da minha vida sem lhes ter dito o quanto me eram importantes, deixei amigos com raiva pois não soube pedir desculpas, deixei de amar algumas pessoas essenciais na minha vida por um tempo por acreditar que essas não mudariam nunca e portanto não deveria doar o pouco de tempo que tinha me indispondo com elas.
São todos ciclos que ainda não se fecharam, mas sei que a hora de fecha-los se aproxima. 
Minha missão é ajudar, é fazer crescer e evoluir... mas se não puder fazer isso também não devo atrapalhar.
Devo apenas não me envolver".
Maria Rita Avelar

24/01/2013

Emoção levando a lesão

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A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.

A dor faz a garganta entupir quando não é possível comunicar as aflições.

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a solidão dói.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta.

A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
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A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.

As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.

A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.

O câncer mata quando não se perdoa e/ou quando se cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.

O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas equívocos, existem semáforos chamados amigos, luzes de precaução chamadas família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada decisão, um potente motor chamado amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência.

Não deixe a sua MENTE fazer você ficar doente… LEMBRE-SE: 70% de todas as doenças são psicossomáticas!!! Fonte

Atriz Lília Cabral - Programa Provocações: para refletir...

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O que se propõe a ser
Provocações, em verdade, refoge a rótulos e classificações.
Quer interagir com o potencial de análise e reflexão do telespectador.
Quer desmontar o esquema estratificado de lugares-comuns.
Quer enveredar por temas insólitos.
Sem prejuízos, sem preconceitos.
Inteligentemente.
Contra o que é contra?
Agride muito mais que agrada, quando se tem em conta a mentalidade plasmada pela indústria cultural e pela vulgarização do conhecimento.
E tira o espectador de sua passividade ruminante de só digerir o que já vem pronto no prato... e com molho de sabor neutro.
É um programa contra a certeza que apazigua consciência.
É um programa contra a arrogância dos monopolizadores de perguntas e de respostas.
Contra a tirania do bom senso.
Contra a orgulhosa suficiência dos bem-pensantes.
Contra os PHDs da mediocridade.

23/01/2013

Experimente e nos conte depois

A criança, desde que nasce, ainda bebê, demonstra sua alegria e satisfação quando o adulto lhe dedica atenção e afeto.
Um simples toque das mãos, um rápido olhar, a voz de alguém se aproximando são, sempre, motivos para perninhas e braços se movimentarem em uma ação, ainda descoordenada, da vontade de o bebê se comunicar com o mundo ao qual acaba de chegar e quer muito se integrar e conhecer.
Quanto mais frequente for a proximidade do adulto com o bebê, proporcionando-lhe carinho e amor, mais aumentarão as chances para a sua segurança emocional e a disponibilidade positiva de se relacionar com o mundo.
As descobertas, relativamente recentes, sobre essa fase da vida humana falam de sua enorme capacidade de recepção sobre experiências afetivas, sensoriais e motoras, nos ensinando que, além de alimentar, vestir e cuidar da saúde e da segurança desses pequeninos, indefesos e curiosos seres, eles querem muito mais de nós, adultos, nos alertando para o fato de que o tempo que pudermos dedicar a eles será pouco diante do que precisam, merecem e têm direito.
Nesse contexto, a troca de afetos com os pequerruchos ganhou um novo mediador, que, finalmente, vem chamando a atenção dos educadores brasileiros: os livros!
Partilhar a leitura de livros de qualidade, com imagens grandes, que podem ser fotos ou ilustrações de pessoas, bichos, objetos e coisas que fazem parte do entorno diário, em cores ou preto & branco, é diversão na certa para o bebê – e também para o adulto, que, valorizando o momento e deixando-se levar pelas manifestações do bebê, recebe em troca a beleza da vida desabrochando e vibrando ao seu lado. Observar as reações diante da nossa voz narrando uma história (que é diferente da fala coloquial), as mãozinhas batendo nas páginas que vão sendo viradas e o girar da cabecinha nos entregando um olhar que nos diz “Como é bom estar aqui com você” é pura alegria e prazer!
E, para quem acredita na importância dos livros para a vida e na necessidade de, desde cedo, desenvolver a cultura escrita por meio deles, partilhar a leitura com bebês significa criar momentos inesquecíveis no relacionamento humano, cujas marcas nos deixam mais esperançosos e confiantes na espécie humana.
Por isso tudo – e muito mais que você vai descobrir –, recomendamos a leitura com bebês.
Experimente e nos conte depois!
Elizabeth D'Angelo Serra

Elizabeth D’Angelo Serra nasceu no Rio de Janeiro, tem 64 anos e é formada em Pedagogia. Desde 1987 trabalha na Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ, seção brasileira do International Board on Books for Young People/IBBY. Atualmente, coordena as atividades da instituição em âmbito nacional e internacional. Do Programa Nacional de Incentivo à Leitura / PROLER, foi coordenadora executiva de 1996 a 2002 e, em 2006, membro de seu Conselho Consultivo. Desde 2009 é presidente do Conselho Deliberativo do mesmo programa. Recebeu, em 2000, a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura por serviços relevantes prestados ao país na área de promoção da leitura e,em 2002, a Ordem Nacional do Mérito Educativo, do Ministério da Educação.

21/01/2013

Impressionante escultura na África do Sul...

A escultura consiste em 50 placas de aço, com 10 metros de altura cada, cortadas a laser e inseridas na paisagem, representando o 50.º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 6 de agosto de 1962, no local onde tal sucedeu e que lhe custaram 27 longos anos de cárcere.
Num ponto específico de observação, a visão em perspectiva das colunas surpreende ao assumir a imagem de Nelson Mandela. O escultor é Marco Cianfanelli, de Joanesburgo, que estudou Belas-Artes em Wits University.
Nelson Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Seu nome verdadeiro é Rolihlahla Madiba Mandela. Principal representante do movimento antiapartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.
De etnia Xhosa, Mandela nasceu num pequeno vilarejo na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.
Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942 e dois anos depois fundou, com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.
Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade – documento contendo um programa fundamental para a causa antiapartheid.
Comprometido de início apenas com atos não violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180. (...) Fonte

Sete pecados (não capitais) do “desleitor”

Edson Gabriel Garcia

1.Mentira (quando a falta de tempo é apontada como a culpada pela não leitura)

2.Inadimplência (quando a falta de dinheiro é apontada como a causa da não leitura)

3.Medo (quando o temor diante de novos saberes apavora)

4.Raiva (quando a inércia diante da própria ignorância não vai além da raiva contra si)

5.Inveja (quando a bronca se manifesta contra o saber ampliado de outra pessoa)

6.Mutismo (quando a ignorância impede a fala e o diálogo, impondo um auto cala-a-boca)

7.Preguiça (quando todo texto é difícil ou desinteressante demais para merecer atenção).

Atenção: a palavra pecado foi usada no sentido de “alguma prática ou comportamento que é nocivo ou ruim”, sem nenhuma conotação religiosa.

20/01/2013

Festa da Palavra - Ana Maria Machado

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Histórias que me contaram, histórias que me encantaram, livros que me formaram… Tudo isso se mistura quando analiso de onde vim. Mas a memória conservou tudinho, nos menores detalhes. Lembro-me das histórias sem livros que minha avó me contava, um tesouro de narrativas orais, do rico patrimônio de nossa literatura popular. Mas também guardo intactas as lembranças dos livros que meus pais liam para mim.
Bom, a bem da verdade, eu me lembro dos livros, das histórias e da voz deles a ler e mostrar as figuras. Mas com certeza a memória não guardou essas cenas da experiência inaugural, vivida quando eu era bebê, e sim da cena repetida mais tarde, com meus irmãos, pois sou a mais velha de uma ninhada de nove. Sempre vi meus pais contando histórias para nós, até que comecei a ajudá-los, compartilhando esse momento com os caçulas. Depois segui o exemplo, dividindo livros, narrativas e figuras com meus filhos, com meus sobrinhos, com meus netos. Desde muito cedo.
Me lembro de meu neto Henrique antes de fazer um ano, no meu colo, na hora de ir para o berço, escolhendo pela lombada o livro que queria aquele dia e que ele conhecia, distinguindo entre os que tinha em sua estante.
Me lembro de meu filho Pedro aos quatro ou cinco anos, a me pedir:
— Mãe, hoje estou meio triste. Não quero história, quero poesia.
Ou de Rodrigo aos três, ouvindo pela enésima vez o mesmo capítulo de Reinações de Narizinho que ele exigia toda noite, e dando gargalhadas gostosas com as primeiras asneirinhas que a Emília diz quando aprende a falar.
São lembranças amorosas e afetivas. Muito fortes. Não sei teorizar sobre isso. Mas tenho certeza de que esse deslumbramento compartilhado e maravilhado, diante da possibilidade que as palavras têm de abrir mundos ilimitados e nos expandir até o infinito, deixa marcas profundas em quem conta e quem ouve. Elas nos fazem ir além do que somos, viver outras vidas possíveis, sempre com a certeza de depois podermos voltar ao próprio ninho. No processo, vamos entendendo que fazemos parte de uma grande família, que inclui gente que nem conhecemos, mas que celebra em conjunto a festa da palavra, capaz de criar beleza e sentido com os sons que saem da boca humana mas podem ficar guardados em livros, passados adiante para cada um de nós.
Ana Maria MachadoConsiderada uma das mais completas e versáteis autoras brasileiras, a carioca Ana Maria Machado é membro da Academia Brasileira de Letras. Pelo conjunto de sua obra como romancista, ensaísta e autora de livros infanto-juvenis, ganhou o mais importante prêmio literário nacional: o Machado de Assis. Entre seus outros prêmios destacam-se o Hans Christian Andersen (do IBBY), o Casa de las Americas e o holandês Príncipe Claus, além de três Jabutis. Exerceu intensa atividade como jornalista e professora, tendo dado aulas na UFRJ, na PUC-Rio, na Sorbonne, em Berkeley e Oxford. Escreve há mais de 40 anos e é publicada em 18 países.

18/01/2013

A formação de leitores pela fala e pelas páginas impressas

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Imaginar outras vidas e outros mundos é a grande aventura de multiplicar a existência única que nos é dada e nela encontrar um sentido. Ouvir narrativas e seguir histórias desde a primeira infância é o aprendizado das palavras, o estímulo para criar, pela fala e pela escrita, e dominar com arte a linguagem. Mesmo uma pessoinha de dois anos segue com atenção o tom emocionado do que lhe for contado. Lembro de uma velha senhora, na cozinha de meu avô, desfiando para a criança analfabeta que eu era as histórias de fada e de trancoso, que eu reconheci mais tarde, quando aprendi a ler, apenas aos sete anos, nos Contos tradicionais de Luís da Câmara Cascudo e nos muitos volumes de histórias da carochinha que fui ganhando. Somados aos mitos gregos, que meus pais contavam antes de eu virar leitora voraz e que impressos se tornaram chão fértil do meu léxico familiar, desencadearam o amor desenfreado pela ficção e a curiosidade da leitura.
Rodeada de livros desde que nasci, com um pai para quem ser herói significava ser escritor, encontrei na tradição oral, em particular a dos índios brasileiros, uma literatura, sem letras ainda, mas a ser inscrita no papel, para atingir públicos longínquos. Quem tenta escrevê-la descobre como mitos inéditos, só pela voz transmitidos em muitas línguas, levam a países infinitos.
Escritores como Tolstoi, Italo Calvino, Arguedas, Guimarães Rosa e tantos outros formaram-se na invenção narrada por quem não escrevia.
Os escritores verdadeiros devem ser, como meu pai talvez pensasse, seres mágicos nos quais mora uma espécie de fogo sagrado, porque fazem brotar o que não havia, mais real do que o que se considera que há. Mas os prazeres da leitura e da compreensão, a viagem que é conhecer, são também uma forma de escrever, aberta a todos, descortinando o que as línguas podem proporcionar para quem souber tratá-las com habilidade.
Vale a pena começar desde o primeiro choro, quando as mães acalentam as crianças e lhes cantam baladas.
Betty Mindlin, economista e antropóloga, trabalha desde os anos 1970 em projetos de pesquisa e apoio a povos indígenas. Escreveu em coautoria com narradores indígenas sete livros de mitos, como Moqueca de maridos (Record, 1997), e ainda outros, como Diários da floresta (Terceiro Nome, 2006).

16/01/2013

Arejando palavras: linguagem, literatura e leitura

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A linguagem humaniza. Pela linguagem podemos acessar a cultura, interagir com os outros, comunicar, educar e criar. Mas essa ferramenta poderosa é também delicada. A linguagem não é transparente, não é exata: ela se renova conforme a usamos, provocando sentidos diferentes. Apropriar-se da linguagem implica considerá-la em sua delicadeza, percebendo usos e combinações entre as palavras.

Palavras podem ser usadas de muitas maneiras.
Os fósforos só podem ser usados uma vez. (Arnaldo Antunes)

Na linguagem cotidiana valorizamos a comunicação, mas não estamos livres de mal-entendidos. Para ser bom entendedor, é preciso estar atento: conhecer a instabilidade da palavra. Nutrimos os bebês com palavras, apresentando-lhes o mundo. Logo de saída um alerta: “mama” pode ser mamãe ou mamar; “papá” pode ser comida ou papai. E então? Cantamos com as crianças, apresentamos adivinhas, parlendas, brincadeiras com as palavras. Oferecemos nossa bagagem da tradição oral: o alerta “não confunda” vem de boca em boca, de pai para filho, durante os tempos. Essa prática torna as crianças espertas, desconfiando sempre um pouco das palavras.

...bola, papagaio e pião de tanto brincar se gastam. As palavras não: quanto mais se brinca com elas, mais novas ficam. (José Paulo Paes)

Na atualidade é imprescindível apropriar-se também da linguagem escrita. É preciso ler, escrever, letrar-se. No entanto, a leitura que se valoriza no dia a dia é a leitura que permite o acesso à informação e à comunicação. É uma leitura necessária, mas o leitor crítico e transformador que estamos buscando deve também desconfiar das palavras: ler as entrelinhas, suspeitar um novo sentido. O que oferecer então para as crianças?
Uma ótima oferta é a literatura. O convívio sistemático da criança, desde muito pequena, com textos literários promove a apropriação da linguagem em toda a sua complexidade. Mas como ofertar? Além de ler para as crianças, desde sempre e para sempre, disponibilizar material de qualidade, comentar e brincar com os textos, é preciso trazer a literatura para perto de si, para casa, para nossa vida. A literatura não é paradidática; ela é a cúmplice, a companheira que diverte, emociona, atualiza nossas histórias pessoais. O texto literário dá poder ao leitor.
A literatura areja as palavras, faz animar a língua, criando novos sentidos. Com o sopro literário as palavras vão a outros lugares e cada leitor fica um pouco diferente, um pouco mais esperto, um pouquinho mais gente.
Lucila Pastorello é fonoaudióloga (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), mestre em Semiótica e Linguística Geral (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo ) e doutora em Educação (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo). Atua como fonoaudióloga clínica e assessora de linguagem e leitura em escolas, editoras e organizações de incentivo.
Autora de diversas publicações na área de saúde, linguagem e educação. Leitora pública com estágio de formação na Associação La Voie des Livres (Paris) e sócia fundadora da Companhia de Leitores Públicos, que realiza pesquisa, formação e apresentações de leitura em voz alta.

15/01/2013

A mala de viagem

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Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:
- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma.
Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele?
A pedra e a abóbora?
Não!
Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias?
- Pensamentos negativos.
- Culpar e acusar outras pessoas.
- Permitir que impressões tenebrosas descansem na mente.
- Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.
- Auto-piedade.
- Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente. Fonte

À escola, o que é da escola

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O educador português e reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, defende a priorização do conhecimento e da cultura no currículo. "Outros conteúdos devem ser responsabilidade da sociedade."
Foto: Marina Piedade
"Imagine que a escola é um pote." O pedido tem sido repetido pelo educador português António Nóvoa, um dos mais respeitados nomes na área de formação de professores, em palestras ao redor do mundo. Ele mostra no telão a imagem de um recipiente em que dentro se veem itens como Matemática, Língua e História. "Porém as crianças precisam ter noções de meio ambiente, certo?", diz. "E aulas de cidadania e higiene", completa ele, inserindo, por meio de uma animação, mais conteúdo na vasilha. "Alguém precisa preveni-los também contra a aids, a violência sexual..." Quando o pote já está quase cheio, ele mesmo responde: "Tudo isso é importante, mas não deve ser responsabilidade da escola".

Qual é o principal desafio de um gestor escolar atualmente?
António Nóvoa Acredito que é decidir o que é essencial ensinar aos alunos e garantir que as disciplinas elementares não sejam prejudicadas pela avalanche de conteúdos que são propostos atualmente. Hoje, a equipe docente se ocupa da Educação Ambiental, alimentar e comportamental e com programas de prevenção a aids, acidentes de trânsito e violência sexual. Todos muito importantes, mas que não são responsabilidade da escola. Ao tentar colocar tudo no mesmo pote, falta espaço para o básico. 

Como saber o que é essencial?
António Nóvoa Há um pensamento notável de Olivier Reboul, filósofo francês (1925-1992). Ele diz que deve ser ensinado na escola tudo o que une e tudo o que liberta. O que une é aquilo que integra cada indivíduo num espaço de cultura, em determinada comunidade: a Língua, as Artes Plásticas, a Música, a História etc. Já o que liberta é o que promove a aquisição do conhecimento, o despertar do espírito científico, a capacidade de julgamento próprio. Estão nessa categoria a Matemática, as Ciências, a Filosofia etc. Com base nesse princípio, podemos selecionar o que é mais importante e o que é acessório na Educação das crianças.

14/01/2013

Um ano de Blog .... Coisas que aprendi…

* Aprendi que nunca e sempre são palavras que devem ser ditas com moderação…

* Aprendi que, às vezes, uma má atitude esconde uma boa intenção. Por mais absurda que pareça…

* E que eu sempre fico procurando boa intenção nas atitudes dos outros. Se não acho, invento…

* Que decepcionar uma pessoa dói mais em nós do que nela própria e que, se você não pede desculpas, esse mal-estar vai pra cama com você todas as noites…

* Aprendi que amar de verdade é abrir mão dá própria felicidade por alguém. É, às vezes, dar a vida por alguém. E eu pensei que eu só sentiria isso no dia que fosse mãe…

* Que é muito fácil julgar as atitudes dos outros. Difícil mesmo é estar no banco dos réus…

* Que cometo os mesmos erros dos meus 20… E que embora 30 anos ou mais pareçam pesar, sinto que ainda vivo lá nos 20… talvez buscando algo que perdi. Às vezes acho que não cresci…

* Aprendi que saudade é algo bom e ruim; que pode confortar e machucar ao mesmo tempo…

* Aprendi que importante não é quem você gosta, mas quem gosta de você…

* Aprendi que o abraço de quem a gente gosta dá um prazer muito maior que o sexo…

* Aprendi que Deus é alguém que eu não devo mais culpar, mas sim, me desculpar…

* Aprendi a acreditar em Deus, principalmente nas horas que eu não consigo acreditar em mais nada….

* E que se as coisas não são como eu esperava deve ter um bom motivo para ser assim…

* Aprendi a tirar uma lição de tudo que me acontece e isso tem sido de grande valia…

* Aprendi que guardar mágoa só vai fazer com que eu me machuque mais ainda. Guardar mágoa é como acorrentar a alma a uma bola de duzentos quilos. Esquecer deixa minha alma leve…

* Que muitas vezes o que eu mais quero é estar errada…

* Aprendi que no fundo a gente quer que todo mundo esteja bem… as pessoas que a gente gosta e até as que a gente não gosta…

* Que a gente perde as pessoas antes que tenhamos tempo de dizer o quanto são importantes em nossa vida. Algumas partem. Outras partem a gente…

* Aprendi que sentimento é uma sementinha minúscula dentro da gente…

* Aprendi que quando uma pessoa pede um conselho ela nunca espera realmente um conselho. Ela quer apenas desabafar, dizer o que ela acha que é e espera que você concorde com tudo que ela diz…

* Aprendi que os olhos falam… e estes sim, não mentem…

* E que não há nada mais confortador que um olhar de compreensão…

* Aprendi que orgulho ferido é uma faca enfiada no ego…

* E que rancor é uma espécie de câncer espiritual…

* Aprendi que minha brabeza muitas vezes é minha forma de defesa. É como um porco espinho que se arma ao se sentir ameaçado…

* Que carinho e carência são coisas diferentes…

* Aprendi que mentir dá muito mais trabalho que dizer a verdade. Ainda mais se você não tiver boa memória…

* Aprendi que às vezes não adianta você desmentir uma pessoa. É sua palavra contra a dela…

* Às vezes calar não quer dizer concordar… ou acreditar… ou aceitar…

* E que mais importante do que saber o que quero é saber o que não quero…

* Aprendi que as palavras têm uma força inexplicável; e por isso tem coisas que não repito nem diante do espelho, trancada no banheiro…

* Aprendi que embora a vida tenha me ensinado tantas coisas eu tenho muito mais a aprender…

(Autor Desconhecido)

* Aprendi que eu jamais conseguiria ter outra profissão sem ser essa que eu escolhi: "ser educadora" ...

* Que embora seja difícil e pouco reconhecida, vale muito a pena continuar e investir ...

 Que sou feliz assim ...

* Que adorei a experiência de ser "blogueira" e pretendo continuar por muito tempo ...

* Que muito mais do que trabalhar, tenho uma missão a cumprir ...
Retrospectiva:

13/01/2013

Nem infância sem livro nem dia sem ramo de flor

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Minha mãe me penteava. Cabelos ondulados. Devia doer. Meus cinco anos fulminaram com um tapa o pente na mão dela. Vermelha frente aos sogros, a autoridade ameaçada, ela fez outro tapa esquentar a mão rebelde. Quando se avizinhava a tempestade, eu abrindo o berreiro, minha avó correndo para proteger a neta, meu avô interveio: Deixa, a mãe está certa. É de pequenino que se torce o pepino.”
Que frase mais repetida na crônica familiar. “Eu sou um pepino?” – devo ter perguntado.
Se não era, virei. E fui torcida desde pequena: cabelos penteados, mão comportada, corpo esguio, bem estaqueado para a planta produzir frutos mais bonitos, de aparência homogênea. Tão bem estaqueada fui, que me esparramei, alcancei outros terrenos, não parei de frutificar, multiplico-me em cascas lisas ou ouriçadas, de um verde feliz; por dentro, sementes e água, sou de vidro e alimento, como disse um menino a sua mãe.
Tinha algum tempo que eu desconfiava, mas só recentemente encontrei a informação: pepino precisa de abelha por perto para crescerConhece a história de que coco só dá água se estiver perto do mar? Pois pepino precisa de abelha para fazer a polinização cruzada, uma vez que suas flores são só femininas ou só masculinas. Tem agricultor que paga dono de apiário para botar suas abelhas a fabricar a crosta delicada da vida.
A mão que me torceu garantiu também as abelhas. Como a saber que me dava destino de buscar água por via do sal, minha mãe reconheceu a menina à beira do eu, a ponto de dar salto para o mundo. Pensou no objeto mais precioso de todos para acompanhar essa travessia mais corajosa de todas. E, acreditando que inaugurava o mundo, nomeou: livro. Abençoou a palavra, considerou, em algum lugar, um parentesco entre ele e as abelhas. Por causa de cera e mel, talvez.
A lembrança dos primeiros livros em minha vida dá-se aí pelos sete anos, mas memória é coisa que tanto trai. O fato é que não me lembro de tempo sem livro, na minha infância. Nem depois.
Livro acompanhava cada inquietação, cada alegria, me oferecia personagens e casas, infinitos modos de viver e de perguntar o tempo de ontem e o de amanhã. Para poder escrever bem as horas de hoje.
Pepino bem torcido que fui, cresci fértil e recitei versos, engendrei narrativas para desembaraçar os cabelos de minhas filhas. Regozijada pela lição de avô e mãe, decidi cultivá-las desde cedo, cuidando das estacas, adubando a terra, corrigindo a acidez do solo. As filhas ainda no ventre, trouxe as abelhas para dentro de casa. E fabricamos jardins.
Não nos lembramos, as quatro, de tempo sem livros ou de dias sem ramo de flor.
Nilma Lacerda é autora, entre outras obras, de "Manual de Tapeçaria" – Prêmio Rio de Literatura; "Viver é Feito à Mão/ Viver é Risco em Vermelho"; "As Fatias do Mundo" – Prêmio Jabuti e Prêmio Orígenes Lessa, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), seção brasileira do International Board on Books for Young People (IBBY); "Estrela de Rabo e Outras Histórias Doidas"; "Pena de Ganso"; "Bárbara debaixo da Chuva"; "Sortes de Villamor e Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio", obra teórica vencedora do Prêmio Cecília Meireles, da FNLIJ.
Tradutora, ensaísta, doutora em Letras Vernáculas com pós-doutorado em História Cultural e autora de inumeráveis artigos científicos, é professora da Universidade Federal Fluminense. Desenvolve o projeto Diário de Navegação da Palavra Escrita na América Latina, premiado com a bolsa Virtuose, do Ministério da Cultura.