Licensa

31/08/2012

VIVER

Viver, não é doar um pouco . . .É doar sempre.
Não é apenas suportar a ofensa. . .É esquecê-la.
Não é compadecer . . .
É ajudar, mesmo que isso se torne incômodo.
Viver, não é simplesmente sorrir. . .
É mais do que isso, É fazer alguém sorrir.
Viver, não é medir sua ajuda, É ajudar sem medir.
Não é ajudar somente quem está perto,
Mas estar sempre perto para ajudar.

Quem realmente vive e ama, não faz o que pode. . Faz o impossível.
Viver é sempre dizer aos outros que eles são importantes,
Que nós o amamos, porque um dia eles se vão e ficamos com a nítida impressão de que não o amamos o suficiente.

VIVA . . .
Ame as pessoas ao seu redor, diga-lhes o quanto elas significam para você,
perceba que a felicidade é uma coisa tão simples,
que você pode alcançá-la num só gesto,
Desde que esse gesto transmita tudo de bom que existe em você.
Desde que signifique SINCERIDADE desde que demonstre AMOR.
Ame as pessoas como se não houvesse amanhã !

SENSUALITTE

30/08/2012

Cinema e educação

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Márcia Regina Galvan Campos e Darice Zanardini da Silva, do Portal Dia a Dia Educação, e Michelle Riemer, do Museu da Escola, em julho/2012 entrevistaram Alain Bergala. 
Foto de Alain Bergala, professor e diretor de cinema francês
Alain Bergala é crítico de cinema, ensaísta, roteirista e diretor de cinema. Estudou na Universidade de Paris III: Sorbonne Nouvelle e em La Fémis. Em 2000, tornou-se conselheiro de cinema de Jack Lang, Ministro da Educação na França, com quem discutiu e montou um bem sucedido projeto com artes na educação.
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Considerando sua experiência com cinema e educação, como o senhor pensa que deve ser o início do trabalho com o audiovisual na escola?
Bom, eu penso que é preciso dizer aos educadores, aos professores, primeiramente, que é muito tranquilo fazer cinema com os alunos. Mas, o professor deve ser obstinado e gostar de cinema, ver muitos filmes. (...)

29/08/2012

Como comentar as postagens sem ter uma conta no google

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Há algum tempo, algumas pessoas tem se queixado que estão com dificuldade de postar um comentário no Blog, porque elas não têm conta no “Google”. Então, a fim de facilitar a interlocução dos leitores, preparei esta postagem com o objetivo de orientar como fazer seus comentários.

Como comentar mesmo sem ter uma conta no "Google"
1º - Clique no título da postagem, role a página e vá até o campo onde está escrito comentário;
2º - Abaixo do espaço reservado para escrever seu comentário, há uma janela com opções, em frente ao "comentar como"; 
3º - Clicando na seta será possível visualizar todas as opções disponíveis;
4º - Para comentar sem ter uma conta no "Google" escolha as opções: anônimo ou nome / URL;
Se você escolher a opção nome / URL, deverá preencher com o seu nome;
Se escolher a opção anônimo não será necessário fazer mais nada;
Espero que ajude!

Jovem publica livro inspirado na era medieval

O autor, Vitor Dias da Silva, estudou na EMEF PROF AMÉRICO CAPELOZZA de 2007 (1ª série) a 2010 (4ª série). Nos realizamos também através do sucesso dos nossos ex -alunos. Parabéns!
Com apenas 12 anos, Vitor inicia sua vida de escritor de livros de ficção e já planeja dar continuação à história
Apesar de ter apenas 12 anos a imaginação de Vitor Dias da Silva é bastante fértil, qualidade que já lhe rendeu o primeiro livro intitulado “O Recomeço da Era” que foi lançado no dia 11 deste mês.
Além da criatividade, Vitor possui uma grande capacidade de reter informações como poucos jovens de sua idade. Mesmo porque, segundo ele a inspiração para escrever o livro surgiu de um jogo online de RPG chamado Runescap, ambientado totalmente na era medieval, fato que despertou a curiosidade do garoto que começou a escrever as primeiras páginas aos 10 anos.
Depois que me apaixonei pela época fiz muitas pesquisas na internet e na biblioteca, e encontrei imagens típicas da época e textos contando como as pessoas viviam os seus costumes e até o que comiam”, conta.
Entre a conclusão do livro até a expectativa de uma publicação, mais de um ano se passou. “Terminei de escrever o livro e mostrei para os meus pais, que gostaram. Mas só no ano seguinte quando fui a uma feira de livros e comentei com um dono de livraria que a possibilidade ficou mais próxima”. Diário de Marília
Escrevi o livro durante um ano e meio e no ano passado, durante uma feira do livro na cidade conheci o Mário Milani, que me incentivou a publicá-lo”, conta.
O jovem escritor agora trabalha em um segundo livro com a mesma história, que será uma saga.
O segundo livro já está com 10 linhas e depois dele pretendo escrever mais 3, formando uma saga de 5 livros”, destaca Vitor. Jornal Correio Mariliense
Para o secretário municipal da Cultura, André Gomes, incentivar a produção literária local é dever do poder público, visto que a leitura é uma atividade decisiva na formação de cidadãos.
A leitura é algo decisivo na vida de qualquer ser humano e quando você adquire, além do hábito da leitura o de escrever, você potencializa melhor a sua forma de se comunicar com o mundo. Enfim ficamos contentes em incentivar e apoiar atividades literárias porque é importante estimular na criança e no jovem  a capacidade de contar história e também de querer compartilhá-la com as outras pessoas. Espero que a  publicação do Vitor encoraja os adolescentes a  escreverem mais, a expressar suas ideias e emoções, enfim  que esse jovem escritor estimule mais novos escritores a se aventurar na leitura e na escrita. Escrever é ser mais um pouco e compartilhar com o outro seus escritos e deixar-se ser”, finaliza Gomes. Jornal Espalha Fatos

28/08/2012

Maquete das Paraolimpíadas

Por iniciativa dos professores de Educação Física da nossa escola, os alunos dos quintos anos realizaram pesquisas sobre as Paraolimpíadas. Como modo de trazer realidade às aulas e torná-las mais concretas e dinâmicas, os professores utilizaram as maquetes.
O objetivo deste trabalho era saber de que maneira os alunos apreenderam os conteúdos trabalhados, incentivando o trabalho em grupo e a criatividade deles. Para realizar este trabalho, eles precisaram estudar o tema e isto ficou claro durante a apresentação de cada grupo.

Mascote - Olimpíadas de 2012

Reuters
São dois cíclopes prateatos, com cara de alienígena e poucas características humanas. (...)
Na apresentação, a história da dupla lembrou a de Pinóquio, o boneco de madeira que ganha vida pela mágica de uma fada. Os dois são pedaços de metal, sobra da construção do estádio olímpico. São esculpidos por um avô e ganham vida magicamente. O quase conto de fadas foi criado por Michael Morpurgo, autor de livros infantis.
Segundo o presidente do comitê organizador, Sebastian Coe, a intenção das mascotes é justamente chocar: "As crianças não querem mais mascotes fofinhas. Querem algo com que interagir. Algo com uma boa história por trás", afirmou. Fonte

Recordes paralímpicos

Atletas brasileiros conhecem o Estádio Paralímpico.
Recordes paraolímpicos
Em alguns esportes, os atletas paraolímpicos tem alcançado recordes mundiais que superam os dos atletas sem deficiência, como em Halterofilismo. Cinco dos 10 recordes mundiais foram conquistados por atletas paraolímpicos. Ahmed Gornaa Mohamed Ahmed do Egito conquistou um dos recordes mundiais (193,5 kg) para a categoria de 56 quilos - superando em 10 quilos o recorde mundial de atletas não deficiente.
O nigeriano Adjibola Adeoye, que teve um braço amputado, conquistou o recorde paraolímpico mundial dos 100 m (...)
O Australiano Troy Sachs, jogador de Basquete em Cadeira de Rodas, realizou 42 pontos na final dos Jogos Paraolímpicos de Atlanta. Nenhum atleta nos Jogos Olímpicos conseguiu essa alta pontuação na modalidade.
Marlon Shirley, um corredor dos EUA com a perna amputada abaixo do joelho, conquistou o recorde mundial masculino para os 100 m (...)
Marla Runyan, uma corredora dos EUA com deficiência visual, competiu os Jogos Paraolímpicos de Atlanta de 1996 e conquistou a medalha de prata. Quatro anos depois, ela estava classificada para o Time de Atletismo Americano para competir os 1500 m dos Jogos Olímpicos de Sidney. Ela chegou à final. Marla somente tem visão periférica.
Fonte: Associação desportiva para deficientes

A origem dos jogos no Brasil

No Brasil, o pontapé inicial para o surgimento do esporte para portadores de deficiência foi dado pela iniciativa de dois paraplégicos. Em 1958, Robson de Almeida Sampaio funda no Rio de Janeiro o Clube do Otimismo, resultado da experiência vivida nos Estados Unidos, onde fizera tratamento de reabilitação. Em São Paulo, no mesmo ano, Sergio Delgrande lança o Clube dos Paraplégicos. Com 12 cadeiras fabricadas a partir de um modelo básico americano que trouxera do hospital onde se tratara, formou o primeiro time de basquete sobre rodas no Brasil.
No ano seguinte, o ginásio do Maracanãzinho recebe a primeira competição paradesportiva brasileira: um jogo de basquete em cadeira de rodas entre o Clube do Otimismo e o Clube dos Paraplégicos. Foi a largada para o crescimento do esporte no País. Com o tempo, outras modalidades foram incorporadas.
Em 1969, o Brasil participou das primeiras competições internacionais, em Buenos Aires, início de uma sequência de grandes conquistas. Em 1972, o Brasil é representado pela primeira vez em Paraolimpíadas, nos jogos de Heidelberg (Alemanha).
Com a evolução, surgiu a necessidade da criação de uma entidade que organizasse o paradesporto nacionalmente e falasse numa única voz com as organizações internacionais. Em 1975, foi fundada a ANDE - Associação Nacional de Desporto para Excepcional, agregando todo tipo de deficiência. E já nasceu com um desafio: realizar os Jogos Para-panamericanos de 1977.
(...) Finalmente, em 1995 cinco entidades nacionais (ANDE, ABDC, ABRADECAR, ABDA e ABDEM) unem-se e criam o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), com o objetivo de representar e consolidar o esporte no cenário nacional e internacional, buscando a universalização de oportunidades para o acesso das pessoas portadoras de deficiência à prática esportiva.
Neste mesmo ano e em 1996, com o apoio do Governo Federal e de várias empresas públicas e privadas, são realizados os primeiros Jogos Brasileiros Paradesportivos. A primeira edição do evento reuniu em Goiânia cerca de 700 atletas. No ano seguinte, a atividade ganhou dimensão e importância para a mídia. (...)
Em 2001, é sancionada a Lei 10.264 (Lei Agnelo-Piva) que determina que 2% da arrecadação bruta dos prêmios das loterias federais sejam repassados aos comitês olímpicos e paraolímpicos brasileiros. Deste montante, 15% dos recursos são direcionados ao CPB e devem ser investidos na formação, preparação técnica, manutenção e locomoção dos atletas aos locais de competição. Desta forma, o esporte paraolímpico no Brasil está crescendo e se desenvolvendo tecnicamente. Fonte

Como surgiu as Paraolimpíadas

O esporte adaptado para pessoas deficientes surgiu oficialmente no começo do século XX. As primeiras modalidades foram para portadores de deficiência auditiva, e logo depois, em 1920, atividades como atletismo e natação, para cegos. Passou a Segunda Guerra Mundial e muitos soldados voltaram para casa mutilados, a partir daí surgiu a necessidade de jogos também adaptados para deficientes físicos.
As primeiras modalidades surgiram na Inglaterra e nos Estados Unidos. Depois de um tempo, ganhou também a Itália. O sucesso dos jogos foi tão grande, que acabou se fortalecendo com o tempo, e fundando-se no mundo inteiro.
As Paraolimpíadas são disputadas a cada quatro anos, nos mesmos locais onde são realizados os jogos das Olimpíadas. Para que haja equilíbrio, são separadas 20 modalidades dividas para cada tipo de limitações. A cada ano, elas estão crescendo mais, e junto com a mídia, ganhando maior prestígio no mundo inteiro. Proporcionando assim, oportunidades únicas para aqueles que já são vencedores desde o início. Fonte

Hannah Arendt

Hannah Arendt
“O conservadorismo, no sentido da conservação, faz parte da essência da atividade educacional, cuja tarefa é sempre abrigar e proteger alguma coisa”;
“A escola não é de modo algum o mundo, nem deve ser tomada como tal; é antes a instituição que se interpõe entre o mundo e o domínio privado do lar”
Foto: Como filósofa interessada no fenômeno do pensamento, Arendt não deixou de se ocupar do ensino
Para a cientista política, os adultos devem assumir a responsabilidade de conduzir as crianças por caminhos que elas desconhecem

(...) A preocupação com a perda da “tradição”, definida como “o fio que nos guia com segurança através dos vastos domínios do passado”, foi o que levou Arendt a escrever sobre educação. A relação entre crianças e adultos não pode, segundo ela, ficar restrita “à ciência específica da pedagogia”, já que se trata de preservar o patrimônio global da humanidade. “Está presente a ideia de que o planeta não pertence só a nós que vivemos nele agora, mas a todos que já estiveram aqui”, diz Maria de Fátima.

A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele”, escreve Arendt, acrescentando que “a educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos”. Fonte

27/08/2012

Humanos e frágeis

Já não quero ser grande, forte, inatingível.
quero ser, por hora, de um tamanho que
eu ainda me reconheça, que ainda saiba
me encontrar no passado ou um dia no futuro.

Quero ser humana, quero ser carne e osso,
quero sentir, quero tocar… quero poder
ser isso que sou na medida qualquer do tempo,
estar sempre pronta a me recompor das tempestades;
Não devo estar tão errada…

Há tanta água no oceano que se deixa evaporar
pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva.

Cáh Morandi

Direitos do coração - ECA

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O ECA já completou sua maioridade, mas estamos distantes de que ela esteja em sua plenitude, ainda há muita a se fazer, e no caso de violação dos direitos das crianças e dos adolescentes a informação é uma das principais formas de combate.
É dever da Educação esclarecer sobre os princípios que permeiam o ECA, nesta postagem convido os leitores a navegarem pela cidade do ECA. O aluno pode fazer uma excursão por cada item da lei de forma bem lúdica, se informar e depois se sentir capaz de criar uma propaganda na Campanha de Combate a violação e exploração de crianças e adolescentes.
Este vídeo faz parte da Coleção Direitos do Coração, animação criada pelos franceses: Bretislav Pojar e Thérèse Descary.
Vídeos extraido da coletânea da TV escola

26/08/2012

Amai-vos... - Gibran Kahlil Gibran

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Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,

mas deixai
cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.

E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.

Todo dia é dia de literatura infantil


A Escola Vista pelo Cinema

Prof. Dr. Amaury Cesar Moraes - FEUSP
À primeira vista, parece não aconselhável que tratemos de um tema da educação - A Escola - a partir de um referencial não estritamente técnico - O cinema -, mas sim daquele consagrado - As Ciências da Educação. Para nós, entretanto, o cinema cumpre esse objetivo de modo interessante. Os filmes têm sido tratados mais como meios (recursos) e menos como objetos de ensino quando trazidos à escola básica. Raramente são explorados no seu potencial de veículo das representações sociais. Menos ainda no que se refere à pesquisa sobre o imaginário social. (TURNER, 1997)

Para nós, os filmes são uma fonte importante de conhecimento da realidade, porque de algum modo se propõem a “reconstruir” essa realidade – de modo realista, naturalista, surrealista, alienante, engajado etc. Para além da ilustração que podemos recortar nos filmes, vemos também os pressupostos dessa ilustração.(SERRANO apud BITTENCOURT, s./d.)

É nesse sentido que tomamos a expressão “empresa epistemológica” de Xavier (1983) para enformar  nossa perspectiva. Entendemos que tomando os filmes que tratam de escola e que têm o professor como protagonista, podemos de certo modo recolher informações sobre as “representações sociais” sobre a escola, ou o que aqui para nós dá na mesma, como o imaginário social representa a escola e a atividade docente.

Poderíamos recolher tais dados em entrevistas com pais, alunos, professores e outras pessoas; poderíamos tomar as leis para delas extrair uma visão sobre docência e escola; poderíamos ir até a literatura e fazê-lo; poderíamos ir até os chamados filósofos da educação e recortar em suas filosofias o “dever ser” para a educação e o educador. Ou seja, poderíamos percorrer as mais variadas formas do discurso pedagógico e nelas encontrar concepções sobre educação, escola e professores. Nosso caminho é outro: não são diretamente as pessoas que compõem esse “social”, nem são as ciências e filosofia da educação tampouco. É um modo, digamos, oblíquo, meio de esguelha, mas acreditamos tão válido ou tão fecundo como qualquer outro.

Não são documentários nem são filmes “de arte”. São filmes bastante comuns, alguns muito convencionais, cheios de “clichês” e soluções também bastante óbvias para os problemas tratados. Raramente avançam por uma via radical. Permanecem em limites suportados pelo público. São filmes de padrão americano e nisso está toda a vantagem – o que para outros pode parecer desvantagem. São filmes, como dissemos, do circuito comercial e por isso, parece-nos, representam melhor esse imaginário social. De certa forma – e isso é nossa hipótese – são condicionados pelo público bastante heterogêneo, não especialista e que assiste a esses filmes como a qualquer outro: de ação, comédias, dramas, suspense etc.. Ora, podemos dizer que há uma solidariedade entre os elementos que compõem os filmes – categorias, conceitos, valores, expectativas, comportamentos – e os que compõem o imaginário social. Os filmes sobre escola estão relacionados com a visão que esse público tem da escola. E aqui adianto um ponto: mesmo nós que vivemos e refletimos sobre esse fenômeno – a educação -, somos surpreendidos ao perceber como compartilhamos certos esquemas, valores, estereótipos e expectativas presentes nos filmes, com o público não especializado e, portanto, “menos crítico”.

A linguagem cinematográfica possui alguns recursos, digamos assim, que permitem que essas relações entre filmes e imaginário social se efetivem. Por exemplo, é possível reconhecer uma identificação entre a vida dos personagens e a nossa vida, ou uma oposição entre os valores de alguns personagens - os vilões, por exemplo - e os nosso valores – ou os recomendados socialmente.(MORIN, 1970) Assim, o filme pode ser uma reconstrução da realidade e o cinema aparece como uma “janela” que nos torna testemunhas da ação. Observem que esta é uma leitura da linguagem cinematográfica, não é a única nem a verdadeira. Tal leitura ainda não existe.

Por outro lado, o cinema opera segundo uma impressão de realidade (METZ, 1972) que favorece aquela identidade ou oposição. Essa impressão de estarmos diante da janela e testemunharmos a ação reforça ou é reforçada pela impressão de realidade que caracteriza os filmes. Quanto mais convencionais tanto mais forte é essa impressão. Observe-se que até os documentários são “construídos” segundo essa impressão de realidade e deles “perdemos” toda a “verdade” da montagem que, se exposta, poderia desfazer ou impedir o mergulho na história. Mesmo o tempo real é usado como recurso pelo cinema, servindo para reforçar aquela impressão de realidade e os sentimentos decorrentes: tensão, angústia, esperança, identificação, oposição.

Outra linha de interpretação poderia dizer, ainda, que o cinema é feito do mesmo material que nossos sonhos. E que essas categorias que aqui apresentamos para compreender os filmes, decorrem primeiro da estrutura dos próprios sonhos. E os sonhos vieram antes do cinema. Ou prenunciaram-nos. Mas aí é toda uma teoria que não exploraremos e nem temos condições de tratar dela, por não ser nossa especialidade. (...) Fonte

25/08/2012

FILME - Entre os Muros da Escola

Entre os Muros da Escola
O longa francês foi vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2008

FILME Entre os Muros da Escola (Entre Les Murs, 2007, França, direção: Laurent Cantet, 128 min., drama, classificação indicativa: 12 anos)

A HISTÓRIA François Marin é professor de francês em uma escola secundária, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas se esforçam para que os alunos aprendam o conteúdo. François busca estimular a turma, mas tem de enfrentar a falta de educação e o descaso dos jovens. O professor ainda tem de lidar com os conflitos étnicos e culturais: as classes têm alunos franceses e imigrantes das ex-colônias da França na África.

POR QUE ASSISTIR Luciana destaca que este é um filme que aborda um tema dos mais importantes para os dias de hoje: como e para que educar?, discutindo de maneira complexa o modelo de ensino tradicional baseado numa hierarquia fixa, sem diálogo, em que o conhecimento é visto como linear e de mão única. "Colocando em destaque a crise deste modelo educacional, dá a chance de o espectador refletir profundamente sobre o processo de ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea. Para tanto, discute predominantemente questões relacionadas à diferença (raça e religião)", fala a educadora.
Texto Maria Clara Sousa publicado em 06/02/2012 para Educar para Crescer

Isabela Boscov, editora de cinema de VEJA (www.veja.com.br), fala sobre o drama francês que conta a história real de um professor e seus alunos em uma escola da periferia de Paris.

24/08/2012

A viagem do ato de ler

A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.
André Maurois

Qual a nota da escola do seu filho?

Descubra em dois minutos se a escola do seu filho tem uma Educação de qualidade. Nesta ferramenta, você vê e compara a nota do Ideb das escolas de 5 550 cidades do Brasil

Crie seu próprio cordel

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É muito fácil fazer poesia: nesta ferramenta crianças e jovens podem fazer e enviar um cordel na hora. Participe!

Emília Ferreiro

Emília Ferreiro
“Quem tem muito pouco, ou quase nada, merece que a escola lhe abra horizontes”;
“É preciso sermos enfáticos: a escrita é importante na escola pelo fato de que é importante fora da escola, não o contrário”;

Folclore na literatura

Sugestões de livros que mostram como a cultura popular rende boas histórias!

Tem um pouco de tudo neste livro: quadrinhas, adivinhas, trava-línguas, ditados e expressões populares e contos recontados habilmente por Ricardo Azevedo (...)
Este livro traz versos bem-humorados em que até mesmo personagens aterrorizantes, como a mandrágora e o centauro, são apresentados de forma divertida às crianças. (...)
Neste livro, a escritora Clarice Lispector reconta as lendas como se estivesse conversando com o leitor. O número de histórias selecionadas está relacionado aos meses do ano. Para cada mês, a autora narra uma lenda ou um conto que retrata cenários e tradições característicos da cultura brasileira. (...)
Lançado pela primeira vez em 1937, este livro é o resultado da pesquisa de Monteiro Lobato de contos populares brasileiros. (...)
O primeiro volume reúne lendas que foram apresentadas no programa Lá vem história, da TV Cultura, em meados da década de 1990. Adaptadas por Heloisa Prieto, as narrativas permitem que as crianças conheçam os lugares onde elas surgiram e a imaginação de outros povos (...)
Nesta coleção, as histórias foram organizadas em três segmentos: origem índigena, africana e europeia. A influência de cada povo fica clara na leitura. (...)
Além de apresentar as figuras mitológicas, as obras trazem uma história-mistério, que desafia o leitor a seguir pistas e desvendar um enigma, enquanto aprende mais sobre nossa cultura. (...)
Nesta obra, Pedrinho está mais uma vez passando suas férias no sítio e uma ideia não lhe sai da cabeça: caçar um saci. Ao jogar uma peneira sobre um redemoinho de vento, ele consegue realizar seu desejo e acaba aprisionando a criatura em uma garrafa. Em troca da liberdade, o saci leva o menino para uma aventura pela mata durante a noite. Pedrinho conhece a Mula-sem-cabeça, o Caipora, o Boitatá e outras figuras ilustres do nosso folclore. A partir disso, os dois se tornam grandes amigos e participam juntos de muitas aventuras. (...)
Em Turma da Mônica ̶ Folclore Brasileiro, cantigas de roda, parlendas, provérbios, crendices, brincadeiras e outras manifestações da cultura popular brasileira são apresentadas pela turminha famosa. (...)
Esse conto do Rio Grande do Sul fala de uma princesa moura que, fugindo da Espanha e de guerras religiosas, chega ao Brasil e é transformada em uma lagartixa encantada, a Teiniaguá (em tupi guarani). (...)

Apreciação em Artes Visuais

Os conteúdos da aprendizagem em artes poderão ser organizados de modo a permitir que, por um lado, a criança utilize aquilo que já conhece e tem familiaridade, e, por outro lado, que possa estabelecer novas relações, alargando seu saber sobre os assuntos abordados.
Convém ainda lembrar que a necessidade e o interesse também são criados e suscitados na própria situação de aprendizagem.
Tendo clareza do seu projeto de trabalho, o professor poderá imprimir maior qualidade à sua ação educativa ao garantir que:

Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.

22/08/2012

Não me prendo a nada que me defina – Clarice Lispector

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Não me prendo a nada que me defina.
Sou companhia, mas posso ser solidão.
Tranquilidade e inconstância.
Pedra e coração.
Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor,
sarcasmo, preguiça e sono!
Música alta e silêncio.
Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser.
Não me limito, não sou cruel comigo!
Serei sempre apego pelo que vale a pena
e desapego pelo que não quer valer…
Suponho que me entender 
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
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