Licensa

30/06/2012

Calendário escolar


Guia de atividades para as aulas
Um calendário com sugestões diárias para que você acompanhe o dia a dia escolar de seu filho.

UM BEM-TE-VI MANOEL DE BARROS - CD CRIANCEIRAS

MÁRCIO DE CAMILLO
O compositor foi criado em MS, onde compôs a base inicial do seu estilo. Recentemente musicou as poesias de Manoel de Barros para o público infantil no CD ‘Crianceiras’. Márcio possui canções gravadas por Renato Teixeira, Zé Geraldo, Sérgio Reis e outros. Ele também atua como produtor cultural e realizou importantes projetos que destacam a música regional brasileira, como os shows ‘Violas do Brasil’ (2004) e ‘Música do Brasil Central’ (2011) e o disco CD ‘GerAções MS’ (2006).
Gravou | CD ‘Olhos D’Água’ – Paradoxx Music | CD ‘Telepaticamente’ – Produção: Mário Manga – Participação: Zé Geraldo | CD/DVD ‘Márcio de Camillo Ao Vivo’ – Participação: Jerry Espíndola. Produção Jerry com a participação. Filho dos Livres | CD ‘Me Deixar Levar’ | CD ‘Crianceiras‘, baseado em poemas de Manoel de Barros.


BARROS, Manoel de. Um bem-te-vi, In: Compêndio para uso dos pássaros. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1999. P.31.
Ah, Manoel de Barros ... Poeta que se vale do ambiente natural de sua terra natal e retrata através das palavras, como um “take fotográfico”, imagens simples e precisas da natureza como o banho de um bem-te-vi... Primeiramente é feita uma descrição do cenário natural: O leve e macio/raio de sol/ se põe no rio./faz arrebol; percebe-se a mistura de dois órgãos dos sentidos humanos: o tato e a visão, com a finalidade de retratar o pôr-do-sol no rio com suas cores amarelo/vermelho/alaranjadas. As reticências representam o entardecer desse dia com as suas propagações de cores quentes e marcantes.
Na segunda estrofe, inicia-se a descrição da motivação do presente poema, o bem-te-vi. Ele surge, em voo do alto da árvore e na passagem dessa estrofe para a próxima, o eu - lírico faz uma pausa para representar o voo da ave: e, de um salto/pousa envergado, assim como na passagem da terceira estrofe para a quarta, delicadamente somos testemunhas do banho do bem-te-vi, seguido do posterior contato das penas do pássaro com a folhagem ao seu redor. Todos esses acontecimentos se sucedem encadeados na passagem de uma estrofe para outra, na tentativa de representar, em palavras, uma imagem tão corriqueira da natureza.
Por fim, os versos De arrepio, na cerca/já se abriu e seca nos remete ao movimento ligeiro que as aves fazem quando se secam após um banho.
Eis mais um exemplo de beleza literária que busca eternamente retratar a vida através de recursos linguísticos excepcionais que nos presenteiam com versos de muita leveza, beleza e singeleza.Termino assim, com uma citação do autor do poema:
"Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando". [Manoel de Barros]
UM BEM-TE-VI MANOEL DE BARROS - CD CRIANCEIRAS
Making of da gravação do CD Crianceiras. Poesia de Manoel De Barros musicadas por Márcio de Camillo.
Vídeo poesia - Manoel de Barros
O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios
Não gosto das palavras
fatigadas de informar,
dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
Eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Manoel de Barros inventa para as palavras novos relacionamentos, novas formas, novas expressões... não tem intenções didáticas nem moralizantes.
A palavra, como ele diz, ou a linguagem pode ser usada para informar, para formar ou ainda para divertir, emocionar, transformar! PENSE COMO TEM USADO SUAS PALAVRAS! Elas podem fazer viver ou morrer... fonte
Historias da unha do dedão do pé do fim do mundo
Poemas de Manoel de Barros. Desenhos de Evandro Salles. Video integrante da exposição "Arte para Crianças".
''Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade. (...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos (...).''

ONG EBADEF - PROJETO RENOVI

Programa Revista de Sábado, através do Quadro "Ô De Casa" que foi ao ar no dia 05 de Maio falou sobre a vida e como nasceu a ONG EBADEF - PROJETO RENOVI.
PROJETO RENOVI
Renovi é oferecer, propiciar um número cada vez maior de Atividades, Oficinas e Ações, com Instrutores, com Parcerias, com Apoiadores, sempre com um olhar extremamente diferenciado, sensível, humano, objetivando auxiliar na formação do individuo quanto ser humano, cidadão e principalmente engajado na luta por um mundo melhor, mais justo, igualitário (...) fonte
Vídeo TV TEM
"Imagine você viver em orfanatos, passar pela antiga FEBEM, morar na “cracolândia” em São Paulo, ser preso e reconstruir sua vida e ainda ajudar pessoas que enfrentam o problema das drogas. É essa história que a gente vai conhecer hoje no quadro “O de casa!”.
Ademar Aparecido de Jesus fundador e coordenador da ONG EBADEF é pai de aluno da nossa escola e pode nos oferecer um belo exemplo de superação e ajuda ao próximo.
“Acredito que nós temos entre 600 a 700 crianças e jovens ligados direta e indiretamente a ONG. A gente começou com crianças jovens e adolescentes, depois a gente teve que pensar ações para papai e mamãe que começavam a se achegar depois para os vovôs, titios, então hoje ela tomou uma proporção muito grande (...)”

29/06/2012

Educação em Valores Humanos

Daniel Munduruku
Nasceu em Belém, PA, filho do povo indígena Munduruku. Formado em Filosofia, com licenciatura em História e Psicologia, integrou o programa de pós-graduação em Antropologia Social na USP. Lecionou durante dez anos e atuou como educador social de rua pela Pastoral do Menor de São Paulo. Esteve em vários países da Europa, participando de conferências e ministrando oficinas culturais para crianças. Autor de Histórias de índio, coisas de índio e As serpentes que roubaram a noite, os dois últimos premiados com a menção de livro Altamente Recomendável pela FNLIJ. Seu livro Meu avô Apolinário foi escolhido pela Unesco para receber menção honrosa no Prêmio Literatura para Crianças e Jovens na Questão da Tolerância. Entre outras atividades, participa ativamente de palestras e seminários destacando o papel da cultura indígena na formação da sociedade brasileira. Pela Global Editora tem publicado várias obras. fonte
“Aprendi com meu povo o verdadeiro significado da palavra educação  quando via o pai ou a mãe do menino ou da menina conduzindo-os passo a passo no aprendizado cultural: pescar, caçar, fazer arcos e flechas, limpar o peixe e cozê-lo, buscar água, subir na árvore... Em especial, minha compreensão aumentou quando, em grupo, deitávamos sob a luz das estrelas para contemplá-las, procurando imaginar o universo imenso à nossa frente, que nossos pajés tinham visitado em seus sonhos. Educação para nós se dava no silêncio. Nossos pais nos ensinavam a sonhar com aquilo que desejávamos. Compreendi, então, que educar é fazer sonhar. Aprendi a ser índio, pois aprendi a sonhar. Percebi que na sociedade indígena, educar é arrancar de dentro para fora, fazer brotar os sonhos e, às vezes, rir do mistério da vida.
Descobri depois que, na sociedade pós-moderna ocidental, educação significa a mesma coisa: tirar de dentro, jogar para fora. Mas decepcionei-me ao ver que os professores faziam o contrário: colocam de fora para dentro. Os sonhos ficavam enlatados dentro das crianças e dos jovens.
Aprender, para o ocidental, é ficar inerte, ouvindo. Não escolhi ser índio, essa é uma condição que me foi imposta pela divina mão que rege o universo. Mas escolhi ser professor, ou melhor, confessor de meus sonhos. Desejo narrá-los para inspirar outras pessoas a narrar os seus, a fim de que o aprendizado ocorra pela palavra e pelo silêncio. É assim que dou aula – com esperança e com sonhos”...
2011 OBRAS DE DANIEL MUNDURUKU
Nas escolas onde o Programa de Educação em Valores Humanos é desenvolvido, a criança aprende a desenvolver suas potencialidades naturais e o sentido da UNIDADE - somos um só corpo, uma só energia. A compaixão de uns pelos outros é o resultado natural desse modelo de Educação, que já é sucesso em países da Europa e da Ásia. A sociedade que até agora viveu do descartável e do superficial, anseia pela profundidade das coisas verdadeiras. É tempo de banir a violência de nossas vidas; de entender o próximo como a extensão de nós mesmos; de abrir o coração e de ser feliz!

Alessandro Safina - Luna

Coro: Apenas você consegue ouvir a minha alma, apenas você consegue ouvir a minha alma

Você, lua
Quantas são as canções que ressoam
Desejos que através dos séculos
Marcaram o céu para chegar a você
Porto para poetas que não escrevem
E seguidamente perdem suas cabeças
Você que acolhe os suspiros de quem sofre por amor
E doa um sonho a cada alma
Lua que me olha agora, ouça-me

Coro: Apenas você consegue ouvir a minha alma, apenas você consegue ouvir a minha alma

Você, lua
Que conhece o tempo da eternidade
E a trilha estreita da verdade
Faça mais luz neste meu coração
Este coração de homem que não sabe, não sabe

Que o amor pode esconder a dor
Como uma chama pode queimar-lhe a alma

Você, lua
Você clareia o céu e a sua imensidão
Nos mostra somente a metade que quer
Como quase sempre depois nós faremos
Anjos de argila que não voam
Almas de papel que se incendeiam
Coração como folhas que depois caem
Sonhos feitos de ar que desaparecem
Filhos da terra e filhos seus

Que sabe que o amor pode esconder a dor
Coro: Que sabe que o amor pode esconder a dor

Como a chama pode queimar-lhe a alma
Coro: Como a chama pode queimar-lhe a alma

Coro: A luz branca, minha deusa, silentissima arte deusa! ...

Mas é com o amor que respira o nosso coração
É a força que tudo movimenta e ilumina!...

Coro: Apenas você consegue ouvir a minha alma, apenas você consegue ouvir a minha alma

A luz branca, minha deusa, silentissima arte deusa! ...
Nascido em Siena, Itália, Safina foi incentivado no início da vida por sua mãe. Seu pai era também um cantor. O início do século 21 viu a ascensão do cantor italiano que combinou suas raízes com ópera moderna música pop. No final de sua adolescência Safina começou a apreciar pop e rock, inspirando-se bandas como Genesis , The Clash , Simple Minds e U2 . Pouco tempo depois, ele começou a combinar a ópera e gêneros pop.
Nos anos 90, Safina foi descoberto pelo famoso italiano pianista / compositor Romano Musumarra, e os dois logo começaram a gravar juntos, em uma tentativa de realizar o sonho Safina de criar uma "ópera pop com alma nova" para fruição. O resultado foi a estreia auto-intitulado Safina, emitida em setembro de 2001. Continha uma única música chamada "Luna". A canção é principalmente sobre como encontrar um amor perdido há muito tempo.
fonte
Alessandro Safina - Luna (Live)

28/06/2012

Faça tudo para não pedir desculpas.

"Não estou propondo atitudes grosseiras, posto que, quando erramos, temos realmente que nos desculpar. O que proponho é o seguinte: que se pense antes de dizer. Que se julgue (racionalmente) a validade do que será dito, antes de emitir o próprio julgamento. Que se raciocine antes de praticar o ato. Dessa forma, erra-se menos. Logo, menor será a necessidade de pedir desculpas". (...) Edson Marques

Pablo Neruda

Se há uma pedra destroçada
dela faço parte:
estive na ventania,
na onda,
no incêndio terrestre.

Respeita essa pedra perdida.

Se encontras num caminho
um menino
roubando maçãs
e um velho surdo
com um acordeom,
recorda que eu sou
o menino, as maçãs e o ancião.
Não me magoes perseguindo o menino,
não batas no velho vagabundo,
não atires ao rio as maçãs.
Se todos os rios são doces...
Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal?
Como sabem as estações do ano que devem trocar de camisa?
Por que são tão lentas no inverno e tão agitadas depois?
E como as raízes sabem que devem alçar-se até a luz e saudar o ar com tantas flores e cores?
É sempre a mesma primavera que repete seu papel?
E o outono?... ele chega legalmente ou é uma estação clandestina?

Sobre o autor:
O poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973), foi um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX, e cônsul do Chile na Espanha e no México. Publicou seus primeiros poemas no periódico regional, A Manhã, na cidade de Temuco.

27/06/2012

Novela estimula a discussão sobre as dificuldades do mundo real

Elenco da novela "Carrossel"
A novela Carrossel foi originalmente produzida no país do México em 1989 e exibida no Brasil pelo SBT em 1991 e 1992. No ano de 2011 o canal de TV aberta SBT produziu a refilmagem ou remake da novela Carrossel e está sendo exibida desde 21 de maio 2012 em substituição a novela Corações Feridos.
Carrossel é inspirada em uma novela Argentina chamada: Jacinta Pichimahuida, la Maestra que no se Olvida (Jacinta Pichimahuida, a professora que não se esquece). A novela Carrossel teve grande sucesso quando foi exibida no Brasil pelo SBT em 1991, tendo superado em audiência programas consagrados de outras emissoras. A ideia deu tão certo que o SBT decidiu reprisar Carrossel por três vezes, em 1993, 1995 e 1996 e em todas as ocasiões a novela foi muito bem recebida pelo público.
O SBT resolveu apostar mais uma vez na telenovela mexicana, mas desta vez não é reprise e sim uma refilmagem totalmente produzida no Brasil, sendo escrita e adaptada por Íris Abravanel e dirigida por Reynaldo Boury.
A base da história da novela Carrossel é a convivência, descobertas e problemas enfrentados pelos alunos da 2ª serie da Escola Mundial, local que serve de cenário principal da trama, onde eles tentam resolver todas suas questões da melhor maneira possível e contando com a ajuda da professora Helena, que acaba sendo uma verdadeira mãe para todos eles. fonte
Carrossel (Lourival Ribeiro / SBT
O remake nacional da novelinha mexicana Carrossel (SBT) surpreendeu a equipe da emissora ao registrar a maior audiência de uma novela no SBT desde 2005, quando foi exibido o primeiro capítulo de Os Ricos Também Choram. fonte
Diário de Marília
O Jornal Diário de Marília publicou na edição de domingo – 24/06/12 – matéria realizada com os alunos do quinto ano da nossa escola, sobre as impressões e interpretações dos jovens a respeito da temática abordada pela novela. 
Novela estimula a discussão sobre as dificuldades do mundo real
Pré-adolescentes aderem à novela infantil “Carrossel”/ SBT e garantem que praticam o lado bom, como a convivência com as diferenças e a importância do diálogo, também na escola.
Abertura da novela Carrossel - SBT - 2012

26/06/2012

Somos todos responsáveis

As crianças devem ser expostas, com regulamentação, à vida como ela é. Foi dessa forma que a apresentadora de TV Silvia Poppovic diz ter se orientado para educar sua filha Ana com o objetivo de criar um senso crítico na menina diante dos apelos expostos na televisão. Segundo Poppovic, que afirma amar e temer o poder da TV, as crianças só vão se preparar para enfrentar os perigos da publicidade conhecendo a realidade. “Não adianta você tirar a propaganda da televisão porque na primeira vez que a criança entrar num shopping ela vai querer tudo.”   Ela ela só vai saber escolher, o que é bom e o que é ruim, se for mostrado para ela que isso existe. De outra forma, protegendo a criança da publicidade ou de tudo que possa ser perigoso, corre-se o risco de criar uma pessoa desinformadea, “uma pata”, vítima de traficante ou uma “boboca consumista”.
O psiquiatra, escritor e educador Içami Tiba diz que assim como o alimento nutre o corpo, a publicidade pode nutrir a personalidade, o conhecimento e a qualidade de vida. Ele afirma que a propaganda na tevê é uma oportunidade educacional para os pais passarem valores aos filhos. Tiba considera que uma proibição da publicidade infantil que venha de fora para dentro vai tirar da família a autonomia da educação, passando-a para o Estado. O psiquiatra destaca também que para isso é preciso que os pais não podem ser apenas amigos dos filhos e passem a ser educadores, “porque amigos em geral só satisfazem e não educam”.
O impacto do exemplo de um pai
Meu pai, dá-me os teus velhos sapatos manchados de terra... - Vinícius de Moraes
Meu pai, dá-me os teus velhos sapatos manchados de terra
Dá-me o teu antigo paletó sujo de ventos e de chuvas
Dá-me o imemorial chapéu com que cobrias a tua paciência
E os misteriosos papéis em que teus versos inscreveste.

Meu pai, dá-me a tua pequena chave das grandes portas
Dá-me a tua lamparina de rolha, estranha bailarina das insônias
Meu pai, dá-me os teus velhos sapatos.

25/06/2012

Uma história real sobre o autismo


Aos dois anos de idade, Carly Fleischmann foi diagnosticada com autismo severo e uma condição motora oral que a impedia de falar. Os médicos previram que ela nunca iria desenvolver intelectualmente além das habilidades de uma criança pequena. Embora ela tenha feito algum progresso depois de anos de terapia comportamental e comunicação intensiva, Carly permaneceu praticamente inacessível. Então, em dez anos de idade, ela teve um grande avanço. Ao trabalhar com seus terapeutas dedicados Howie e Barb, Carly estendeu a mão para seu laptop e digitou "dentes ajuda a ferir", para espanto de todos. Este foi o início da jornada de Carly em direção à auto-realização.

Esta pode ser uma chance do leitor conhecer e ler uma história real e inspiradora, ver vídeos legais e visitar o blog da Carly.
Carly Fleischmann é uma jovem autista de 14 anos completamente não verbal que começou a digitar espontaneamente em seu computador quando não se sentia bem as palavras “dor” e “me ajude”. Ninguém a ensinou como usar o teclado e Carly sempre foi considerada uma autista com moderada deficiência mental.
Hoje em dia ela usa o computador para se comunicar com seus amigos e familiares. Ela também mantém um blog sobre sua vida e suas experiências e está começando a escrever um livro. Sua história é verdadeiramente inspiradora.
Estamos muito felizes por esta iniciativa, pois muitas pessoas precisam perceber que existem potencialidades escondidas atrás do autismo e que o fato de não haver fala não implica em falta de consciência e inabilidades comunicativas.
A comunicação vai além da fala e Carly pode provar isso.
Em uma de suas postagens no blog, Carly diz:
Eu acho que as pessoas pegam informações demais com pessoas que se acham experts, mas se um cavalo está doente, você não pergunta a um peixe o que está havendo com o cavalo. Você vai direto ao cavalo. Por que não perguntam diretamente para nós como nos sentimos, o que gostamos e porque agimos de forma diferente?
Para visitar o blog (que infelizmente está em inglês), entre em http://carlysvoice.com/
Notícia enviada por ALAN B. GOLDBERG e LAUREN PUTRINO para ABC NEWS
Publicada em 06 de agosto de 2009
NOTA DO SITE CEDAP BRASIL: sempre acreditamos que pessoas com autismo são contribuintes em potencial para o entendimento da síndrome. Quando conseguimos entender os comportamentos por meio das experiências de vida, conseguimos entender as razões e correr na busca da ajuda.

História de Carly Autismo severo
"Aproximamo-nos da IGUALDADE à medida que RECONHECEMOS AS DIFERENÇAS e fazemos dessas UM MEIO DE TRANSFORMAÇÃO e NÃO UM FIM." Batista, Bosa e Cols.
Carlys Trailer Livro Voz
Na voz de Carly, seu pai, Arthur Fleischmann, mistura-se as próprias palavras de Carly, com sua história de conhecer sua filha notável. Um dos primeiros livros a explorar em primeira mão os desafios de viver com o autismo, traz leitores dentro de um mundo outrora secreto e na companhia de uma mulher inspiradora jovem que encontrou sua voz e sua missão.

“É difícil ser autista, porque ninguém me entende”. (...)
“Eu quero ser como qualquer outra garota. Mas eu não posso”. (...)
“Porque eu sou Carly”. (...)
“Eu sinto todos os que têm autismo não-verbal como uma voz interior está apenas esperando para que saiam”. (...)
“Eu sinto que minha história inspira os pais a acreditar, ajudar, compreender o seu filho e ajudar a alcançar seu potencial”. (...)
“A minha história mostra e prova que você nunca deve dizer nunca e isso os pais precisam acreditar”. (...)

Benefícios da Inclusão Escolar

Spring
" Amar não significa tornar o outro adaptado, submisso ou semelhante a nós. Amar significa libertá-lo, deixá-lo livre, deixá-lo viver". Penny Mc Lean.
Os benefícios da inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na escola regular são evidentes (apesar das dificuldades) e TODOS os autores desta integração "lucram" com ela.
Vários estudos comparativos realizados principalmente nos EUA e nos países escandinavos, onde este movimento existe há mais tempo, revelam a seguinte situação:

 Benefícios para os alunos com deficiências
·Eles encontram modelos positivos nos colegas;
·Contam com assistência por parte dos colegas;
·A criança cresce e aprende a viver em ambientes integrados;

Benefícios para os alunos que não são deficientes
·A melhor forma de aprenderem a lidar com as diferenças individuais;
·Oportunidade para praticar e partilhar as aprendizagens;
·Diminuição da ansiedade face aos fracassos ou insucessos.

Benefícios para todos os alunos
·Compreensão e aceitação dos outros;
·Reconhecimento das necessidades e competências dos colegas;
·Respeito por todas as pessoas;
·Construção de uma sociedade solidária;
·Desenvolvimento de apoio e assistência mútua;
·Desenvolvimento de projetos de amizade;
·Preparação para uma comunidade de suporte e apoio.

"Deve reconhecer-se que a integração dos alunos com necessidades educativas especiais implica muito mais do que colocar simplesmente o aluno numa escola regular. Trata-se de um processo em que o aluno tem oportunidades para se desenvolver e progredir em termos educativos para uma autonomia econômica e social. A integração é igualmente um processo em que as próprias escolas necessitam de mudar e de se desenvolver com o objetivo de proporcionar um ensino de elevado nível a todos os alunos e o máximo de acesso aos que têm necessidades educativas especiais".
As cores das flores
Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. A tradução para o português foi feita para o blog "Assim como Você", de Jairo Marques.

24/06/2012

Reflexões sobre educação

(...) Uma educação que se mostra autoritária, não reconhecesse no aluno um ser capaz de transformar o mundo, não levam em conta a cultura do aluno e são menos eficazes para despertar o interesse do aluno. Como diz Paulo Freire, numa educação imposta:
Ditamos ideias. Não trocamos ideias. Discursamos aulas. Não debatemos ou discutimos temas. Trabalhamos sobre o educando. Não trabalhamos com ele. Impomos-lhe uma ordem a que ele não adere, mas se acomoda. Não lhe propiciamos meios para o pensar autêntico, porque recebendo as fórmulas que lhe damos, simplesmente as guarda. Não as incorpora porque a incorporação é o resultado de busca de algo que exige, de quem o tenta, esforço de recriação e de procura. Exige reinvenção (FREIRE, 2001, p. 104).
Analisando-se a questão a partir da citação acima, fica evidenciada a importância das ideias de Paulo Freire, para uma educação contra a dominação, que favoreça suporte para o confronto de ideias, valores que impregnam as discussões, sobre o ensino. Percebe-se, aqui, um caráter extremamente abrangente.

(...) O diálogo, como diz o autor, é imprescindível nesta luta por uma educação verdadeira, é um compromisso com o outro, e implica o reconhecimento do outro, e é ele que permite ao educador e educando mostrar-se autenticamente mais transparente mais crítico, cada um defendendo seu ponto de vista, e apresentando outras possibilidades, outras opções, enquanto ensina e/ou enquanto aprende. Em outras palavras, o diálogo é uma relação horizontal. Segundo Freire nutre-se de amor, humildade, esperança, fé e confiança. O diálogo é, portanto, uma exigência existencial, que possibilita a comunicação e permite ultrapassar o conhecimento adquirido, vivido. Nesta relação dialógica, ensinar e aprender são possíveis quando "o pensamento crítico do educador ou educadora se entrega à curiosidade do educando". (...) Mas, para isso o diálogo não pode converter-se num bate-papo desobrigado que marche ao gosto do acaso entre professores ou professoras e educando (FREIRE, 2002, p. 118).
Para Freire o ato de ensinar, de aprender e de conhecer é um caminho árduo, difícil, mas muito prazeroso. A escola não deve restringir a educação à pura descrição de conceitos em torno do objeto ou do conteúdo memorizados mecanicamente pelos alunos. Sua preocupação é a formação global dos alunos em que conhecer e intervir se encontrem. É preciso trabalhar as diferenças culturais e sociais, reconhecê-las sem camuflar. Os educadores e educandos precisam descobrir e sentir a alegria de se buscar o conhecimento, a curiosidade de aprender a aprender, porque educar é formar, incluindo, necessariamente, a formação moral do educando. Como nos mostra Freire, as consequências deste enfoque para o ensino são enormes. Convém salientar que:
Ensinar é assim a forma como toma o ato de conhecimento que o (a) professor(a) necessariamente faz na busca de saber o que ensina para provocar nos alunos seu ato de conhecimento também. Por isso, ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do (a) professor (a) e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender (FREIRE, 2002, p. 81).
O ato de conhecer, de criar e recriar objetos faz da educação uma arte. A educação é simultaneamente uma certa teoria de conhecimento entrando na prática, um ato político, ético e estético. Gestos, entonações de voz, o caminhar na sala de aula, poses, participam da natureza estética do ato do conhecimento, do seu impacto sobre a formação dos estudantes através do ensino (FREIRE, SHOR, 1986, p.145).
A arte, em suas diversas atividades desperta nos alunos novos valores, desenvolvendo o sentido de apreciação estética do mundo, recorrendo a referências e conhecimentos básicos no domínio das expressões artísticas, exprimindo sentimentos, emoções suscitados pelos textos, sensibilizando e estabelecendo interações através de diferentes linguagens (...).


Crianças e consciência ecológica

Como as crianças latinoamericanas enfrentam os desafios de preservar o meio ambiente na realidade de  seus respectivos países? O que pensam e o que fazem? Este é o tema central da série de TV Senha Verde, um projeto de co-produção audiovisual que envolveu a participação de cinco canais latinoamericanos de televisão: o Paka Paka, da Argentina, o Señal Colombe, da Colômbia, o Tevé Ciudad, do Uruguai, o Vale TV, da Venezuela,  e a TV Brasil, do Brasil.
Senha Verde é resultado de uma iniciativa que tem o objetivo de consolidar uma rede formada por canais públicos que realizam projetos audiovisuais para a infância, incentivando produções locais e fomentando o intercâmbio entre países. Destinada a crianças com idade entre 8 e 12 anos, a série é composta de 13 microprogramas com duração de quatro minutos. Cada canal produziu até três episódios que destacam problemas ecológicos que mobilizam as crianças e as soluções que elas encontraram para melhorar o planeta.
O formato da série foi idealizado em conjunto pelos cinco canais, sob a supervisão de especialistas em mídia, infância e ecologia. Cada canal assumiu a responsabilidade de produção das eco-histórias a partir dos seus respectivos países. O Goethe-Institut, órgão patrocinador do projeto, criou mecanismos para garantir um diálogo fluido e um intercâmbio permanente entre todos os envolvidos. Também coube à instituição as funções específicas de tradução, dublagem e transcodificação.
“Com a participação dos produtores e produtoras dos canais, das diretoras artísticas com grande experiência na temática e com o know-how generosamente oferecido pelos especialistas convidados, conseguimos desenvolver um formato de uma série documental colorida e atrativa, onde as crianças relataram suas experiências com o meio ambiente. Estou confiante de que conseguimos montar um mosaico que destaca a particularidade de cada situação e que, ao mesmo tempo, realça as motivações e valores comuns entre as crianças de diferentes regiões. O que proporcionou isso foi o processo de criação conjunto onde todos puderam oferecer suas especificidades locais de maneira autônoma, mas, ao mesmo tempo, afinada entre todos os envolvidos. E o que mais me deixa entusiasmada é que, simultaneamente, houve a consolidação dos contatos e do intercâmbio entre os profissionais que representaram os canais”, destacou Inge Stache, coordenação institucional do Senha Verde, do Goethe-Institut Buenos Aires.
A brasileira Beth Carmona, que assina a direção artística, foi uma das especialistas convidadas para contribuir na formatação do projeto. A série na TV Brasil vai ao ar em julho deste ano. O lançamento aconteceu no dia 4 de junho, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.
Trailer da série documental para e sobre crianças e sua relação com o meio-ambiente. O projeto é coordenado pelo Goethe - Institut e realizado por 5 países: Uruguai (TV Ciudad), Argentina (Paka Paka), Colômbia (señalcolombia), Venezuela (ValeTV) e Brasil (TV Brasil).

Confira a sinopse dos vídeos produzidos pelos cinco canais:
BRASIL
- Aderley apresenta: caranguejo tem que crescer
Aderley é um indiozinho que quer ser pescador e seu professor está ensinando sobre a pesca dos caranguejos e os ciclos da natureza.
- Arthur apresenta: sabendo usar, não vai faltar!
Arthur é curioso, adora desenhar e fazer pequenas experiências. Depois de um de seus experimentos, e de uma bela bronca de sua mãe, aprende sobre a importância do uso consciente das coisas.
- Bruno apresenta: os sons da mata
Bruno tem nove anos e adora ir para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde gosta de ficar com os animais e tirar belas fotos.
VENEZUELA
- Yohangel apresenta: sonho marinho
Yohangel tem 14 anos de idade e, desde os seus 10 anos, cuida de tartarugas e lagostas que estão em perigo de extinção. Cuida delas em um abrigo até que elas possam se defender sozinhas. Quando este momento chega, ele as coloca de volta em seu habitat natural: o mar.
URUGUAI
- Christian apresenta: luz demais
Christian é integrante do clube de ciências da sua escola que tem interesse de entender do que se trata: “contaminação lumínica”. Realizou uma investigação com trabalho de campo e tirou suas conclusões.
- Claudio apresenta: a panela mágica
Claudio ensina a fazer a “panela mágica” que esquenta em um toque de mágica e faz um doce delicioso.
ARGENTINA
- Carmen apresenta: um ciclo incrível
Carmem vive perto do parque Avellaneda, na Cidade de Buenos Aires. Ela gosta de visitar a horta orgânica que tem lá, onde aprendeu a fazer a compostagem caseira. E, agora, nos ensina a fazer e nos conta como funciona o “ciclo da abóbora”.
- Tobías apresenta: um café da manhã ecológico
Amanhece. Tobías acorda. Hoje ele mesmo vai preparar seu café da manhã. Para isso, ele colhe os alimentos e nos explica como faz chá em uma cozinha solar.
- Violeta apresenta: árvores felizes
Preocupada com o meio-ambiente, Violeta cria junto com seus amigos um plano de ação para conscientizar seus vizinhos.
- Milagros: a pasta mágica
Milagros participa do grupo “Os guardiães da Bacia Riachuello”da sua escola. O grupo tem o sonho de despoluir o Rio Riachuello e, para isso, cria uma pasta mágica com importantes informações que vai ajudar a realizar seu objetivo.
COLÔMBIA
- Estefania apresenta: Promessas ao vento
Estefania, sua professora e seus amigos da escola vão fazer um pic nic no campo. Entre lanches, músicas e pipas, ela descobriu um pequeno córrego que inspirou sonhos, promessas e voo para realizações de comunidade.
- Juan Estevan apresenta: vamos brincar no bosque
Juan Estevan adora brincar no bosque de eucaliptos, no quintal de sua escola. Certo dia, ele e seus amigos foram surpreendidos com o barulho de uma motosserra, que estava derrubado estas árvores. Ao buscar explicações, Juan criou um grande plano para plantar um novo espaço para eles brincarem.
- Carolina apresenta: Um riacho em meu caminho
Todos os dias, a caminho de sua escola, Carolina passa por um riacho que esta sofrendo com grande quantidade de lixo. Certo dia, ela tem a ideia de mostrar o caminho que esse pequeno rio faz até um lindo parque. Desse modo, ela tenta encantar todos os seus amigos para o cuidado com este pequeno pedaço da natureza.
Fonte: RevistaPontoCom